terça-feira, 4 de março de 2008

Morar de aluguel? Não desejo pra ninguém

É a segunda vez que alugo um lugar pra morar. Na primeira, o apartamento era lindo, num lugar maravilhoso, com uma vista linda pra cidade, móveis novinhos, que nem precisei comprar, tudo combinando com o momento de recém-casada.

Mas sair de lá foir estressante. Não só por ter que sair de um lugar tão bom, mas pelos encargos. Um nota só pra pintar o apartamento e outra por cada dia de mudança, sem ter morado lá. E mais um horror pra cancelar serviços como TV por assinatura, internet e telefone. Esta é a realidade do aluguel meiado por imobiliária.

Entrei num outro. Meio feio. Tivemos que pintar uma parede terrivelmente verde-vômito. A porta não tranca direito. A vizinhança, tenebrosamente barulhenta. O contrato todo errado e a última: luz cortada por atraso de terceiros. Sim. O inquilino anterior não pagou a conta, o dono não quer pagar e quem fica sem energia sou eu e meu marido.

Olha, ainda bem que essa deve ser a última vez. Graças a Deus pudemos comprar um apartamento. Deve ser por isso que tantos, depois do primeiro aluguel, investem até a alma em algo próprio, mesmo que sejam prestações loucas, a perder de vista. Concordo!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Desenvolver a fé

Ontem descobri que por meio da fé tenho acesso a todas as coisas de que preciso para seguir em direção à vida e à piedade. Estranho como esta verdade ficou tão clara, novamente.

A fé em Jesus me garantiu a salvação, o perdão dos meus pecados, a liberdade. Mais do que isso, me permitiu ser templo do Espírito Santo, aquele que conhece as profundezas de Deus e que nos dá a conhecer os mistérios de Deus.

Não preciso de nada mais além da fé para ter estas "preciosas e mui grandes promessas". Não preciso de virtudes, de conhecimento, de piedade, nem mesmo de amar.

Na verdade, a fé é que irá me conduzir a estas coisas. À fé, associarei a virtude; e a ela, o conhecimento. Ao conhecimento, o domínio próprio e, a ele, a perseverança. À perseverança, a piedade, e ao fazer o bem, a fraternidade. Finalmente, buscarei o amor, o dom supremo pelo qual todo o que é nascido de Deus é conhecido: pelo amor. (II Pe 1: 3-8)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Em (pequeno) pânico

As pessoas podem achar uma bobagem, mas qualquer mudança produz medo, quase pânico (neste momento, um pequeno pânico). Meu Deus! Como isso é verdade! Por isso adolescentes são tão agitados. Porque são muitas, ao mesmo tempo.

É isso. Sinto-me adolescente diante de tantas mudanças. Tudo está diferente de como estava no ano passado, há menos de um mês, portanto. Porém, me esforço. Devo vê-las como oportunidades de acreditar em mim, apesar dos outros.

Nesta hora, o que me preocupa, confesso, são os outros. Diante das mudanças, parece que eles olham pra mim como analistas dedicados a expor meus piores antigos defeitos e zombar das marcas da mutação. Espero resistir e crescer.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Geração de Samuel

Às vezes parece muita imaginação ou excesso de contextualização quando os crentes falam que essa é a geração disso ou daquilo, mas tenho experimentado coisas que me fazem pensar, ou pelo menos desejar, que a minha geração seja a geração de Samuel, como diz uma música do Fernandinho.

E eu não sei se minha percepção dessa realidade é igual a da maioria. Isso porque ser um Samuel pode não ser tão legal quanto parece. Isso quer dizer ser profeta depois de a arca do Senhor, que representa a presença de Deus no meio do povo, ter sido levada pelos inimigos devido à falta de cuidado dos sacerdotes.

Quer dizer também que o povo não quer estar sob o comando exclusivo de Deus, mas, a partir de exemplos externos, de outros povos, pedem para si um rei. Então, Samuel foi conduzido por Deus a ungir Saul, a respeito de quem Deus, por fim, disse: "Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras". (I Sm 15:11a)

Diante disso, Samuel não apenas ungiu Saul, mas também o depôs e ungiu Davi como rei de Israel. E isso é o que me traz mais apreensão sobre o coração. Sinto que talvez Deus esteja em via de trocar os Sauls que ungiu sobre o Seu povo. Sinceramente, não é com alegria que percebo isso. "Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao Senhor". (I Sm 15:11b)

A letra da música:

Geração de Samuel
Eu faço parte de um novo tempo
Que está nascendo em minha nação
Eu sou o fruto de uma semente
Que foi plantada há muito tempo atrás
Por meus irmãos

A geração de Samuel está se levantando
Em todo lugar

Geração que depõe Saul
Geração que unge Davi
Para um tempo de louvor

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mudar por dentro é o que interessa no momento

Ora, ora. As mudanças. Elas precisam ocorrer dentro de mim. Pelo lado de fora, elas já atropelam as barreiras que eu poderia imaginar em colocar à frente. Estão fora do meu controle.

Às mudanças internas, sim. A elas eu ainda consigo resistir. Mantenho um ar preguiçoso com cara de descanso. O que interessa fica para mais tarde. Só que mais tarde, dá vontade de descansar da consciência de tudo o que deveria ser feito e não foi.

Começo a concordar com a última avaliação que familiares fizeram a respeito de meus argumentos. São cheios de fantasia e imaginação, longe da realidade. Fico imaginado cenários, tentando prever acontecimentos e premeditando reações. Nada disso me traz qualquer proveito. As previsões não se cumprem e as estratégia de enfrentamento se revelam grandes e irremediáveis perdas de tempo.

Se eu me concentrar e realmente me dedicar ao que é real, talvez eu tenha mais ganhos. Ainda que não seja perfeito e indolor como nas previsões, mas, pelo menos, é o real e oferece mais possibilidades de produzir algo de concreto.

É o que interessa.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Finalmente...

Amanhã o Anderson, meu marido, será oficialmente recebido na Igreja de Cristo em Sobradinho como pastor daquela congregação. Estamos na cidade há quase dois meses e o desconforto de começar uma nova fase vai passando a cada dia.

É verdade que o maior incômodo não esteve relacionado diretamente à igreja. Mesmo porque, ainda que de passagem, havíamos estado ali acho que no final do ano de 2006 à procura de um lugar para congregar. O Anderson chegou a dividir um quarto com o estimado seminarista Antônio Penna.

Então, difícil mesmo era me adaptar à nova casa. Sons desconhecidos, baratas por todo lado (o inquilino antigo devia ser pouco cuidadoso com a limpeza) e os vizinhos apaixonados por banda de forró pode até levar às lágrimas.

Mas quanto à igreja, fico feliz pela receptividade e pelas oportunidade de servir a Deus existentes naquele lugar. Espero corresponder às responsabilidades do trabalho e manter a confiança e a alegria de ser útil. É muito bom ser útil.

Também fico feliz em ver o alcance de um alvo. É tão difícil alcançar exatamente as coisas que buscamos que, quando isso acontece, realmente traz ânimo, alegria. E engraçado é que a história desta vitória se parece tanto com as de sempre.

Depois de seis anos, acho, buscando espaço; se questionando sobre a veracidade das promessas recebidas; avaliando as vantagens e desvantagens de ter deixado pai, mãe, casa e cidade; recebendo respostas e tratamentos negativos dos homens e confiando muitas vezes só na misericórdia de Deus, meu marido atingiu este alvo: se dedicar à pregação do Evangelho da paz. Que bom!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sacrifício à altura do compromisso

Toda aliança é selada mediante sacrifício, especialmente as seladas com Deus. E a iniciativa de sacrificar é dEle. Como explicou Jesus, sua morte foi o sacrifício final oferecido para confirmar o Seu compromisso com a "nova aliança". Então, o que se espera da outra parte é que se faça o mesmo. É preciso ofertar algo significativo como selo desta aliança.

Aos que crêem em Cristo, esta aliança garante vida, eterna vida. Oferecer qualquer coisa importante como confirmação do compromisso vale a pena, porque a aliança é verdadeira, é forte e favorável. Aliás, mais favorável aos homens que a Ele. Esta aliança permite que o pecador possa ser pleno como ser humano, segundo o plano inicial.

A minha oferta indica que eu aceito, apenas isto: que eu aceito a plenitude da vida como o Deus Vivo e Verdadeiro, Todo-Poderoso, Criador do Universo, Rei sobre tudo o que existe, Magnífico em conhecimento e, sobretudo, em amor (porque Ele é amor) planejou.

Apenas isto: eu aceito.