domingo, 4 de maio de 2008
Esta plantação de abacaxis
Até que ele se tocou: "estes abacaxis não são meus. São de Deus. Se Ele quiser, que evite o "roubo". Os nativos continuaram a tomar para si os abacaxis, mas perceberam que o missionário já não mais resistia. Até que lhe perguntaram por quê não mais se importava com a "colheita a contragosto". Ele respondeu: "Não são mais meus. São de Deus." Houve muito mais cuidado da parte dos nativos sobre a possibilidade de colher os frutos a partir de então.
Por outro lado, penso que não estou sendo como o missionário, que assumiu o compromisso de continuar cuidando da plantação de abacaxis a ponto de eles continuarem a produzir, e apesar de não serem mais seus. A vontade que me dá é de delegar absolutamete tudo a Deus, até o cuidado que Ele espera que eu despenda com a sua obra. Já que não são meus mesmo, pouco importa se ficam a mercê das pragas.
É como tenho pensado. Infelizmente.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Um estalo - foi bom, mas vai melhorar
Tentar deu certo. Aquela saudade profunda do passado e suas glórias estão menores hoje. Lembrar de promessas bíblicas de que Deus faz sempre melhor do que fez antes tem ajudado. À certa altura, no livro de Isaías, o profeta transmite o seguinte recado de Deus: Eis que faço coisas novas. Acaso não percebeis?
Creio que Deus também me fez lembrar que mesmo tendo sido o passado tão empolgante, cheio de novidades e coisas boas, era apenas uma parte de tudo o que está preparado em Cristo. Sim, porque, como diz Paulo, agora vemos em parte, mas logo o conheceremos face a face. Então, prossigamos para o alvo.
Isso me trouxe um novo ânimo. Aos poucos, me envolvo com as coisas do presente para dar lugar ao que possa vir do futuro. Do passado, conta as grandes obras que Deus fez, como reiteradas vezes os salmistas me exortam a fazer.
Sigo firme na jornada.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Um pouco mais do passado
Vou continuar rindo de nervoso, ainda por um tempo, ao ver o rumo que as coisas tomaram, que as pessoas tomaram, que eu tomei. Vou continuar tentando reconhecer que a situação em que me encontro é fruto dos meus próprios atos: tenham suas conseqüências sido escolhidas por mim ou não. Sim. Porque, em alguns casos, os resultados não estavam nos meus planos.
Mas fico asism, todos os dias, pensando no passado. No que o passado me fez, no que fiz no passado, no que deixei lá, no que trago até aqui. Engraçado. Algumas vezes penso que é culpa da idade e acho ridículo porque quando eu tinha 18 anos, achava que meus questionamentos eram coisas da idade e, agora, penso que são da idade, e tenho certeza que daqui cinco anos (ou menos) pensarei que minhas dificuldades são coisa da minha idade.
É. E o passado estará ainda maior. Temo que as 24 horas do dia não sejam suficientes para remoê-lo. E se eu continuar assim, será mais tristeza pelo tempo perdido, pelas coisas que não foram feitas, pelas oportunidades perdidas.
Juro que busco ânimo. Juro que tento superar. Estou tentando.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Jovens em uma jovem democracia
Todo o tempo, eles tentam agregar elementos da repressão e da indignação causada pela ditadura às suas ações. Andam com as caras pintadas sob o argumento de defesa do Brasil. Mas não consigo compreender pra quê tanta algazarra. Por que usar estes métodos para restituir à uma universidade sua função de formadora dos futuros intelectuais?
Ainda acho que existem outros meios. Tento pensar que seria mais proveitoso apresentar um abaixo-assinado (se é que já não tentaram). Tento pensar que seria melhor produzir melhores trabalhos nas salas de aula do que propor greve. Tento pensar que se obtém algum resultado duradouro no longo prazo.
Sabe o que parece? Que o reitor estava torrando o dinheiro da universidade, enquanto os alunos "curtiam uma lombra" nos gramados da universidade ou durmiam durante as aulas. Então, a Justiça detectou problemas com gastos da Finatec que apontaram para o reitor. Daí, os alunos pensaram: "hum. vamo invadir a reitoria?". "Vamo".
O problema é a direção da UnB, mas não só a direção da UnB. Ao se espelhar nas vitórias conquistadas por outros no passado, esta juventude deveria usar da liberdade conquistada para avançar e construir uma democracia que possa se consolidar, desenvolver meios democráticos de
convivência em sociedade. Os meios da ditadura serviram para a ditadura.
Então, me pus a questionar como democracias mais antigas resolveriam questões como essa. Se uma universidade na França passasse por um problema assim, como seria? Opiniões apontam para a realidade de que coisas "menores", de foro pessoal, levam líderes a deixar seus cargos, quando pegos em deslizes éticos. Tá aí: mais um motivo para que esta juventude se fie em aprender a não ser como "seus pais". Fazer algazarras não garante que amanhã eles mesmos sejam reitores corruptos, que malversam verbas públicas.
Certa vez, disseram que a democracia brasileira, aos seus 26 anos, é ainda muito jovem. A baderna na UnB aponta para exatamente isto.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Questão de costume?
A diferença entre ser chamada e me apresentar é que, da parte dos outros, soa como reconhecimento. Elas estão pelo menos instruídas de que, em um ato solene, fui intitulada "pastora".
Mas me apresentar requer minha própria convicção. E o fato de eu saber das responsabilidade que tal designação carrega, entre crentes e descrentes, assusta um pouco. Tomara que seja só uma questão de costume.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Músicas de hoje
"Talvez uma noite dure a minha tristeza,
O sono não venha e eu me sinta tão só
Até que o sol anuncie a alegria,
Ele intercede por nós
O Senhor da Glória restaura minha vida
e intercede por nós
Nem tribulação, nem angústia, nem fome,
Nem perseguição do inimigo feroz
Ninguém me separa do amor do Cordeiro
Ele intercede por nós
Sentado à destra do Pai reina em glória
e intercede por nós
Menciona meu nome no trono da glória
Diante do Pai intercede por mim
Por amor dos seus Ele muda a história
E intercede por nós
Se o Deus dos exércitos é o nosso guerreiro
Quem pode ser contra nós ?
Sabemos que todas as coisas cooperam
pro bem dos que O amam e ouvem Sua voz
Pois Ele nos chama para viver em glóriae
e intercede por nós
O Espírito ajuda nas nossas fraquezase
e intercede por nós" (Céu na Boca - Intercede por Nós)
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"Em tempos de guerra
Nunca pare de lutar
Não baixe a guarda
Nunca pare de lutar
Em tempos de guerra
Nunca pare de adorar
Libera a Palavra
Profetiza sem parar
O escape, o descanso, a cura
A recompensa vem sem demora" (Ludmilla Ferber - Nunca pare de lutar)
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"Se o sol se pôr
E a noite chegar
Tu és quem me guia
Se a tempestade me alcaçar
Tu és meu abrigo
Se o mar me submergir
A tua mão
Me traz a tona pra respirar
E me faz andar
Sobre as águas
Tu és o Deus da minha salvação
És o meu dono minha paixão
Minha canção e o meu louvor" (Trazendo a Arca - Sobre as águas)
terça-feira, 25 de março de 2008
Um aperto no coração
Costumava ter postura, determinação. Às vezes penso que me faltava coragem para me aproximar das pessoas, mas até que eu me aproximava e me abria e me garantia na minha autenticidade, como muitos já me descreveram.
Como me sinto "misturada"! Como me sinto insegura! Como sinto falta da capacidade de liderança e decisão de antes. Da criatividade e da empolgação até! Eu sei que eu era empolgada e empolgava.