segunda-feira, 2 de junho de 2008
Levemente animado
Sinto mais uma vez que Deus dirige minhas ações e me livra de faer o que possa me prejudicar. Ele tem me feito calar quando penso em falar e, no final, vejo que valeu a pena me calar. Ele tem me alertado sobre situações, que no final se confirmam e o alerta redunda em sabedoria para passar por estas situações.
São sentimentos lá no fundo do coração e eu até gostaria que não estivessem tá no fundo do coração assim. Mas é como disse no começo: para o tempo que passei sem nem este sentimentozinho lá no fundinho, só posso agradecer.
Obrigado, Senhor.
domingo, 18 de maio de 2008
Poesia sobre o silêncio
Quieta e calada, silenciosa.
Que não venha de ti nenhum ruído;
Nem sinal de desconforto ou aprovação.
Quero teu silêncio, quietude.
Não apresente argumentos,
planos nem qualquer atividade.
Fique em silêncio.
Acalma-te, alma.
Cesse o pensamento.
Por um instante.
Voluntariamente, cala-te.
Fique em silêncio.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Um desafio de oração
Participei do fechamento da Campanha Mundial de Oração no último sábado e fui impelida a me posicionar em oração pelas autoridades do país. Não me sinto muito a vontade para isso do ponto de vista espiritual. É que considero não ser eu uma praticante da disciplina da oração. Ontem mesmo me questionava sobre essa dificuldade que tenho de tirar um tempo decente para falar com Deus.
Mas hoje tive uma idéia de manhã que tem amadurecido ao longo do dia e pode dar certo. Pretendo usar este blog para registrar motivos de oração por questões atuais relacionadas ao comando da nação. Acho que saberei pinçá-las das inúmeras reportagens que acompanho no dia-a-dia trabalhoso que tenho tenho na coordenação da cobertura de Brasil do iG e será um incentivo a orar enquanto relato os motivos. A idéia é orar pelos que atuam nos órgãos de Estado, especialmente os sediados em Brasília.
Eis o primeiro:
Marina Silva decidiu deixar o Ministério de Meio Ambiente para voltar ao Senado Federal. No Legislativo, ela pretende angariar apoio político para conduzir mudanças especialmente na área ambiental.
Em seu lugar entra Carlos Minc, que estava a frente da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Há o temor de que ele abra as portas para o desmatamento, combatido por Marina, permitindo a concessão de licenças ambientais descontroladamente.
Oro para que Marina conclua seu mandato no Legislativa de forma vitoriosa e para que Minc tenha sabedoria para resistir a pressões e auxiliar o país a crescer, preservando o meio ambiente.
domingo, 4 de maio de 2008
Esta plantação de abacaxis
Até que ele se tocou: "estes abacaxis não são meus. São de Deus. Se Ele quiser, que evite o "roubo". Os nativos continuaram a tomar para si os abacaxis, mas perceberam que o missionário já não mais resistia. Até que lhe perguntaram por quê não mais se importava com a "colheita a contragosto". Ele respondeu: "Não são mais meus. São de Deus." Houve muito mais cuidado da parte dos nativos sobre a possibilidade de colher os frutos a partir de então.
Por outro lado, penso que não estou sendo como o missionário, que assumiu o compromisso de continuar cuidando da plantação de abacaxis a ponto de eles continuarem a produzir, e apesar de não serem mais seus. A vontade que me dá é de delegar absolutamete tudo a Deus, até o cuidado que Ele espera que eu despenda com a sua obra. Já que não são meus mesmo, pouco importa se ficam a mercê das pragas.
É como tenho pensado. Infelizmente.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Um estalo - foi bom, mas vai melhorar
Tentar deu certo. Aquela saudade profunda do passado e suas glórias estão menores hoje. Lembrar de promessas bíblicas de que Deus faz sempre melhor do que fez antes tem ajudado. À certa altura, no livro de Isaías, o profeta transmite o seguinte recado de Deus: Eis que faço coisas novas. Acaso não percebeis?
Creio que Deus também me fez lembrar que mesmo tendo sido o passado tão empolgante, cheio de novidades e coisas boas, era apenas uma parte de tudo o que está preparado em Cristo. Sim, porque, como diz Paulo, agora vemos em parte, mas logo o conheceremos face a face. Então, prossigamos para o alvo.
Isso me trouxe um novo ânimo. Aos poucos, me envolvo com as coisas do presente para dar lugar ao que possa vir do futuro. Do passado, conta as grandes obras que Deus fez, como reiteradas vezes os salmistas me exortam a fazer.
Sigo firme na jornada.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Um pouco mais do passado
Vou continuar rindo de nervoso, ainda por um tempo, ao ver o rumo que as coisas tomaram, que as pessoas tomaram, que eu tomei. Vou continuar tentando reconhecer que a situação em que me encontro é fruto dos meus próprios atos: tenham suas conseqüências sido escolhidas por mim ou não. Sim. Porque, em alguns casos, os resultados não estavam nos meus planos.
Mas fico asism, todos os dias, pensando no passado. No que o passado me fez, no que fiz no passado, no que deixei lá, no que trago até aqui. Engraçado. Algumas vezes penso que é culpa da idade e acho ridículo porque quando eu tinha 18 anos, achava que meus questionamentos eram coisas da idade e, agora, penso que são da idade, e tenho certeza que daqui cinco anos (ou menos) pensarei que minhas dificuldades são coisa da minha idade.
É. E o passado estará ainda maior. Temo que as 24 horas do dia não sejam suficientes para remoê-lo. E se eu continuar assim, será mais tristeza pelo tempo perdido, pelas coisas que não foram feitas, pelas oportunidades perdidas.
Juro que busco ânimo. Juro que tento superar. Estou tentando.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Jovens em uma jovem democracia
Todo o tempo, eles tentam agregar elementos da repressão e da indignação causada pela ditadura às suas ações. Andam com as caras pintadas sob o argumento de defesa do Brasil. Mas não consigo compreender pra quê tanta algazarra. Por que usar estes métodos para restituir à uma universidade sua função de formadora dos futuros intelectuais?
Ainda acho que existem outros meios. Tento pensar que seria mais proveitoso apresentar um abaixo-assinado (se é que já não tentaram). Tento pensar que seria melhor produzir melhores trabalhos nas salas de aula do que propor greve. Tento pensar que se obtém algum resultado duradouro no longo prazo.
Sabe o que parece? Que o reitor estava torrando o dinheiro da universidade, enquanto os alunos "curtiam uma lombra" nos gramados da universidade ou durmiam durante as aulas. Então, a Justiça detectou problemas com gastos da Finatec que apontaram para o reitor. Daí, os alunos pensaram: "hum. vamo invadir a reitoria?". "Vamo".
O problema é a direção da UnB, mas não só a direção da UnB. Ao se espelhar nas vitórias conquistadas por outros no passado, esta juventude deveria usar da liberdade conquistada para avançar e construir uma democracia que possa se consolidar, desenvolver meios democráticos de
convivência em sociedade. Os meios da ditadura serviram para a ditadura.
Então, me pus a questionar como democracias mais antigas resolveriam questões como essa. Se uma universidade na França passasse por um problema assim, como seria? Opiniões apontam para a realidade de que coisas "menores", de foro pessoal, levam líderes a deixar seus cargos, quando pegos em deslizes éticos. Tá aí: mais um motivo para que esta juventude se fie em aprender a não ser como "seus pais". Fazer algazarras não garante que amanhã eles mesmos sejam reitores corruptos, que malversam verbas públicas.
Certa vez, disseram que a democracia brasileira, aos seus 26 anos, é ainda muito jovem. A baderna na UnB aponta para exatamente isto.