Acordei cedo como todos os dias. Antes de pisar no escritório, o telefone já tocou com a notícia: mais uma vez, ficaremos atrás de informações sobre passageiros, mortos, desaparecidos, radares, altitude, velocidade, FAB, Ministério da Defesa, Anac, etc. Um avião da Air France, que decolou do Rio de Janeiro, sumiu na madrugada desta segunda-feira quando voava sobre o Oceano Atlântico com destino à Paris.
Quando o avião da Gol caiu em outubro de 2006, foi pior. A equipe de jornalistas da Santafé em Brasília não estava naquela afinação. Eu era absolutamente novata em reportagem. Eu! Nem me lembro como tudo se resolveu no final. O que sei é que um colega saiu bastante chateado de tudo aquilo, passando a trabalhar mais por obrigação do que por prazer (sim, trabalhar com prazer é possível).
Quando o avião da TAM caiu, em julho de 2007, eu estava mais atenta aos fatos. Cobria a CPI da Crise Aérea, já não era tão crua em reportagem, mas foi muito enjoado fazer portaria, falar com especialistas, ficar louca atrás de cada nota das autoridades.
Confesso que não esperava ter que entrar nessa de novo. É, ninguém deve mesmo esperar que um avião com mais de 150 pessoas suma. Puxa! Sou da Economia! Tudo bem! Compreendo a relevância jornalística e espetaculosa do fato. E fico aqui, em plena segunda-feira, atrás das notas, das entrevistas, da notícia.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Uma folhinha de oliveira
Ah! Minha grande expectativa é ver este raminho chegar à arca onde me encontro. Estou nela por ordem de Deus. Eu a fiz na confiança de que ela me proteje da tempestade. Salva a mim, aos que amo e ao que Deus ama.
Mas não vejo a hora de sair dela. De recomeçar, de ver novamente pastos verdejantes onde eu possa descansar, de ver os rios nos vales, correndo contidos e livres. De voltar a arar a terra, de ter alimento fresco, esperança fresca.
Sim. Preciso da esperança renovada, da alegria renovada, de fé renovada. De ver o novo de Deus.
Tento discernir os tempos. Acho que já soltei o corvo. Já soltei a primeira pomba. Aguardo o retorno da seguinte, com um raminho de folha nova, de vida nova.
Mas não vejo a hora de sair dela. De recomeçar, de ver novamente pastos verdejantes onde eu possa descansar, de ver os rios nos vales, correndo contidos e livres. De voltar a arar a terra, de ter alimento fresco, esperança fresca.
Sim. Preciso da esperança renovada, da alegria renovada, de fé renovada. De ver o novo de Deus.
Tento discernir os tempos. Acho que já soltei o corvo. Já soltei a primeira pomba. Aguardo o retorno da seguinte, com um raminho de folha nova, de vida nova.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Paro e reflito
Os últimos dias foram correria. Não consigo nem pensar direito, nem refletir sobre todas as coisas que mudaram ou que precisariam mudar diante de tantas responsabilidades.
A palavra do dia talvez seja essa: responsabildiades. Pensei que poderia ser 'commodities' ou 'superávit primário'. Mas é RESPONSABILIDADES.
Tem sido muito, mas muito bom mesmo estar na "ativa" da reportagem de novo. Por pouco mais de um ano, estive passivamente recebendo demandas e passando pra frente, recebendo textos semi-acabados e passando pra frente. Agora, na rua, me sinto mais útil, mais produtiva e com mais responsabilidades. Dessas, gosto.
Tem algumas de que não gosto. Infelizmente, estão ligadas à igreja. Não é culpa de ninguém, absolutamente não. Tem a ver com as minhas escolhas. Só com elas.
Tentei abraçar o mundo, melhor, salvar o mundo. Coisa de muita responsabildiade. Acima das minhas capacidades. Já sinto o peso. A disposição para fazer aquilo com que realmente sonho, desejo, anelo, (jornalismo para Cristo) se vai diante de tantas outras responsabilidades.
Paro um pouco e reflito. Paro um pouco. E reflito.
A palavra do dia talvez seja essa: responsabildiades. Pensei que poderia ser 'commodities' ou 'superávit primário'. Mas é RESPONSABILIDADES.
Tem sido muito, mas muito bom mesmo estar na "ativa" da reportagem de novo. Por pouco mais de um ano, estive passivamente recebendo demandas e passando pra frente, recebendo textos semi-acabados e passando pra frente. Agora, na rua, me sinto mais útil, mais produtiva e com mais responsabilidades. Dessas, gosto.
Tem algumas de que não gosto. Infelizmente, estão ligadas à igreja. Não é culpa de ninguém, absolutamente não. Tem a ver com as minhas escolhas. Só com elas.
Tentei abraçar o mundo, melhor, salvar o mundo. Coisa de muita responsabildiade. Acima das minhas capacidades. Já sinto o peso. A disposição para fazer aquilo com que realmente sonho, desejo, anelo, (jornalismo para Cristo) se vai diante de tantas outras responsabilidades.
Paro um pouco e reflito. Paro um pouco. E reflito.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
A primeira mudança
Ontem, clamei. Não aguentava mais viver essa inércio de vida que tenho levado. Pedi ao Pai pelo Seu amor, que me tirasse daquela tristeza. Hoje pela manhã, fui convidada a fazer uma mudança.
Aceitei logo e de cara. Quero crer que já seja uma resposta divina ao meu anseio de "ir ou rachar". Sempre penso que falei demais, mas falei o que sinto. Quero ir, ou rachar!
Deus me ajude.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
As coisas não cabem mais em mim
Cheguei a um ponto em que não adianta mais gerenciar as frustrações ou agir prioritariamente por minha própria conta. Começo a sentir uma necessidade latente, quase desesperadora, de contar com conselhos de pessoas.
Sempre precisei destes conselhos e contei com eles em muitos casos, mas sempre procurei manter a imagem de que, no final, a decisão foi minha, as informações mais relevantes sempre estiveram comigo.
Decidi abandonar esta postura. Não tenho todas as informações para executar o que tenho proposto para mim.
Primeiro passo: disse para o meu chefe que não sou essa "coca-cola toda" e que deixar a responsabilidade de pautar uma equipe de três jornalistas totalmente comigo não está dando certo. Não temos furos, sou questionada sobre minhas decisões e não tenho argumentos para convencer os que me questionam de que tenho competência para executar o trabalho que faço. Acabo me limitando a um "revisionismo" de texto que acaba com minha pretensão de ser uma jornalista que preste.
Segundo passo: avançar em projetos da empresa que estou tentando abrir com uma amiga há mais de um mês. Decidi encarar a realidade de que estes projetos não vão cair do céu e se eu não começar a escrever alguma coisa, vou perder a oportunidade de fazer o que tenho sonhado em fazer desde a faculdade. E se eu não me importar, não poderei cooperar.
Há muitos outros passos a dar e muitas pessoas a procurar em busca de conselhos, e conhecimento, e informação, e o que puder me ajudar a ser o que devo ser. Prometo jogar o que não presta fora.
O processo segue.
Sempre precisei destes conselhos e contei com eles em muitos casos, mas sempre procurei manter a imagem de que, no final, a decisão foi minha, as informações mais relevantes sempre estiveram comigo.
Decidi abandonar esta postura. Não tenho todas as informações para executar o que tenho proposto para mim.
Primeiro passo: disse para o meu chefe que não sou essa "coca-cola toda" e que deixar a responsabilidade de pautar uma equipe de três jornalistas totalmente comigo não está dando certo. Não temos furos, sou questionada sobre minhas decisões e não tenho argumentos para convencer os que me questionam de que tenho competência para executar o trabalho que faço. Acabo me limitando a um "revisionismo" de texto que acaba com minha pretensão de ser uma jornalista que preste.
Segundo passo: avançar em projetos da empresa que estou tentando abrir com uma amiga há mais de um mês. Decidi encarar a realidade de que estes projetos não vão cair do céu e se eu não começar a escrever alguma coisa, vou perder a oportunidade de fazer o que tenho sonhado em fazer desde a faculdade. E se eu não me importar, não poderei cooperar.
Há muitos outros passos a dar e muitas pessoas a procurar em busca de conselhos, e conhecimento, e informação, e o que puder me ajudar a ser o que devo ser. Prometo jogar o que não presta fora.
O processo segue.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Como criança, aquieto-me
O Senhor é a minha fortaleza e o meu refúgio; socorro bem presente na angústia, por isso, não temerei. Aquieto-me sabendo que o Senhor é Deus. (inspirado no Salmo 46)
Nesta quinta-feira, resolvi fazer um jejum. Depois de anos talvez, desde que fui impelida a desbravar alguns caminhos sem a ajuda dos que me acompanharam nos primeiros passos da vida cristã.
Percebi que estava meio perdida e diante de lutas que poderiam roubar minha fé e minha confiança em Deus. Percebi que lutava com minhas próprias armas e que, elas, são insuficientes para o resultado que busco: maior proximidade, contato, sensibilidade à voz de Deus.
Lembrei que não é fácil. Mas lembrei também que o resultado depende só de Deus.
Um instrumento curioso me ajudou. Na livraria, li metade de um exemplar do livro O Pequeno Príncipe. Faz comparações entre crianças e gente grande. E lendo-o, me senti criança. E sendo criança, me senti mais confiante em Deus. E confiando, aquieto-me. Ele é Deus.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Pensando um pouco...
A letra de uma música interessante. Faz lembrar qual o lugar do nosso coração, de todos nós. Na cruz!
Coração
João Alexandre
Onde nascem as fontes da vida
e os loucos duvidam de Deus?
Onde negros se tornam os dias
e os homens se acham mais seus?
Quem despeja na boca as palavras,
transformando-se em pedra ou cristal?
Quem desenha na face a beleza,
mas se torna o carrasco no golpe final?
Coração,
entre o bem e o mal,
que distância haverá?
Coração,
um amigo, um bandido talvez,
quem te conhecerá?
Onde o ódio encontra raízes
e o amor se mistura à paixão?
Onde a vida nos traz cicatrizes
e o desprezo se faz solidão?
Quem despeja nas veias a vida
e na morte é o silêncio fatal?
Quem conhece a verdade da história,
a cruel testemunha no lance final?
Coração
João Alexandre
Onde nascem as fontes da vida
e os loucos duvidam de Deus?
Onde negros se tornam os dias
e os homens se acham mais seus?
Quem despeja na boca as palavras,
transformando-se em pedra ou cristal?
Quem desenha na face a beleza,
mas se torna o carrasco no golpe final?
Coração,
entre o bem e o mal,
que distância haverá?
Coração,
um amigo, um bandido talvez,
quem te conhecerá?
Onde o ódio encontra raízes
e o amor se mistura à paixão?
Onde a vida nos traz cicatrizes
e o desprezo se faz solidão?
Quem despeja nas veias a vida
e na morte é o silêncio fatal?
Quem conhece a verdade da história,
a cruel testemunha no lance final?
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