Um tempo para pensar. Talvez eu preferisse não tê-lo. A profissão de jornalista me favorece pela pressão de não ter que pensar muito (por estranho que pareça).
Pensar demais me trava, me restringe. Quando penso e vejo como sou incapaz, desisto, me escondo.
Por que é assim? Não sei. Mas incomoda.
Para alguns, pensar é fonte de grandes realizações. Poderia ser assim comigo. Pensando, teria idéias.
Já foi assim. Por que não é mais? Não sei. A fonte secou. O estímulo desapareceu.
Qual era o motivo das idéias que reluziam? Tenho tristeza e receio de parar para pensar sobre isso.É que era tão grande, tão estimulante. Parecia a própria essência. A pureza da capacidade, o prazer da realização. Era alegria. Era suficiente. Completamente suficiente.
quinta-feira, 4 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Mudança de mim
A batalha é tremenda, torna-se renhida.
Ainda é terça-feira. O segundo dia do ano que começa depois do Carnaval e já me sinto estafada. (Será que ainda me sinto estafada?) Mesmas dúvidas, novas demandas. Mudanças. Ai, meu Deus! De tudo.
Que tal mudança de mim? É. Que tal?
Ainda é terça-feira. O segundo dia do ano que começa depois do Carnaval e já me sinto estafada. (Será que ainda me sinto estafada?) Mesmas dúvidas, novas demandas. Mudanças. Ai, meu Deus! De tudo.
Que tal mudança de mim? É. Que tal?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Mania de perseguição
Hoje, meu Gmail apareceu com novidades. Sei que não vou ter paciência de conhecer todas e é provável que eu as aceite mais pela curiosidade e possibilidade de vir a fuçar nelas algum dia do que por considerá-las realmente úteis.
Mas uma coisa já percebi. Esse mundo está com uma mania de perseguição terrível. As pessoas tem seguidores no blog, no Twitter, no MySpace, no Orkut, e agora até na caixa de e-mail! Gente, não vou dar conta disso não.
Decidi não seguir ninguém, e se alguém estiver me seguindo vou dar um jeito de bloquear. Se quiser saber como vou, o que tenho feito e como me sinto, manda e-mail. Será o suficiente.
Mas uma coisa já percebi. Esse mundo está com uma mania de perseguição terrível. As pessoas tem seguidores no blog, no Twitter, no MySpace, no Orkut, e agora até na caixa de e-mail! Gente, não vou dar conta disso não.
Decidi não seguir ninguém, e se alguém estiver me seguindo vou dar um jeito de bloquear. Se quiser saber como vou, o que tenho feito e como me sinto, manda e-mail. Será o suficiente.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Inspirada em reality shows
Eu ainda estava na faculdade quando a TV brasileira começou a copiar os modelos de reality shows estrangeiros. As discussões eram quase sempre na linha dos malefícios dos programas para a sociedade, da diminuição do ser humano e da inutilidade da audiência. Atualmente, existem modelos mais palatáveis, em que um grupo de pessoas é acompanhado na execução de uma tarefa ou na disputa de um prêmio. Este tipo ainda não é muito utilizado no Brasil, mas, pelas versões da TV por assinatura, confesso que tenho sido inspirada.
Os de que mais gosto são: o Top Design, sobre decoração; todos os Next Top Model, sobre moda; e o Stylista, sobre a edição de uma revista de moda. Tenho sido inspirada pela vontade que os participantes têm de vencer e os esforços que empregam para superar seus limites na realização de cada tarefa, no avanço em cada etapa e mais, na retenção de conhecimento para etapas seguintes, fora dos programas (portanto, excluo deste rol inspirativo algo como A Fazenda ou No Limite). Vejo como aquelas pessoas são expostas e criticadas, mas não desanimam porque têm um objetivo e acreditam que as experiências que estão vivendo serviram posteriormente.
Não sei se é totalmente bom fazer esta aplicação à minha vida, mas gostaria de ter, todos os dias, aquele sentimento de que estar em um ambiente de aprendizado, como o destes programas, é um privilégio e uma oportunidade única, que não pode ser desperdiçada e deve valer a pena.
A vida deveria ser vista assim, uma experiência com prazo definido – embora não saibamos qual seja -, com meta clara e prêmio factível, quero dizer, não é a vida por ela mesma, mas com um propósito. Isso talvez me estimule a superar meus limites.
Os de que mais gosto são: o Top Design, sobre decoração; todos os Next Top Model, sobre moda; e o Stylista, sobre a edição de uma revista de moda. Tenho sido inspirada pela vontade que os participantes têm de vencer e os esforços que empregam para superar seus limites na realização de cada tarefa, no avanço em cada etapa e mais, na retenção de conhecimento para etapas seguintes, fora dos programas (portanto, excluo deste rol inspirativo algo como A Fazenda ou No Limite). Vejo como aquelas pessoas são expostas e criticadas, mas não desanimam porque têm um objetivo e acreditam que as experiências que estão vivendo serviram posteriormente.
Não sei se é totalmente bom fazer esta aplicação à minha vida, mas gostaria de ter, todos os dias, aquele sentimento de que estar em um ambiente de aprendizado, como o destes programas, é um privilégio e uma oportunidade única, que não pode ser desperdiçada e deve valer a pena.
A vida deveria ser vista assim, uma experiência com prazo definido – embora não saibamos qual seja -, com meta clara e prêmio factível, quero dizer, não é a vida por ela mesma, mas com um propósito. Isso talvez me estimule a superar meus limites.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O outro e o próximo
Lendo uma entrevista sobre a recorrência da corrupção no Brasil, me saltaram à vista dois conceitos: o outro, indicado pela psicóloga entrevistada, e o próximo, pregado por Jesus.
A idéia de que o espaço público é do outro pode estimular o ser humano a se apropriar dele para alcançar interesses privados. Paralelo ao outro, está o conceito de ‘terra de ninguém’ ou de alguém que ignoro, logo, disponível para articulações voltadas para interesses pessoais. E,sendo do outro e não meu, me sinto livre para trabalhar para que, de algum modo, as coisas concernentes a este espaço passem a servir a mim.
Quando o ponto de partida, porém, é o próximo, já estou incluída neste espaço público. Porque o conceito de próximo parte de um ponto de referência intrinsecamente relacionado a mim. Ele é próximo em relação a mim e, desta forma, tenho responsabilidade em lhe fazer bem, porque é próximo, não é outro. O próximo é conhecido e é igual a mim. Sendo próximo, devo trabalhar para que, de alguma forma, ele seja beneficiado porque o benefício dele também será o meu, que estou próximo.
Assim o espaço público volta a ser o que deveria: meu e do próximo e ambos devem trabalhar para beneficio mutuo. É: um mundo ideal.
A idéia de que o espaço público é do outro pode estimular o ser humano a se apropriar dele para alcançar interesses privados. Paralelo ao outro, está o conceito de ‘terra de ninguém’ ou de alguém que ignoro, logo, disponível para articulações voltadas para interesses pessoais. E,sendo do outro e não meu, me sinto livre para trabalhar para que, de algum modo, as coisas concernentes a este espaço passem a servir a mim.
Quando o ponto de partida, porém, é o próximo, já estou incluída neste espaço público. Porque o conceito de próximo parte de um ponto de referência intrinsecamente relacionado a mim. Ele é próximo em relação a mim e, desta forma, tenho responsabilidade em lhe fazer bem, porque é próximo, não é outro. O próximo é conhecido e é igual a mim. Sendo próximo, devo trabalhar para que, de alguma forma, ele seja beneficiado porque o benefício dele também será o meu, que estou próximo.
Assim o espaço público volta a ser o que deveria: meu e do próximo e ambos devem trabalhar para beneficio mutuo. É: um mundo ideal.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Mais coragem e mais disposição
Tomei uma decisão difícil. Ainda não fiz as contas e não sei o impacto da decisão que tomei. Sinto medo, e gostaria de dizer que também aliviada, mas sinto medo.
Ah! Deus! Meu Deus! Nunca passei por isso. Não queria passar por isso.Parece que tomei a decisão que mais me agrada, mas não a necessariamente melhor.
Me livrei de um peso, de uma luta mental diária pela coragem e disposição, mas não sei se já retive a coragem e a disposição.No fundinho, sinto que não estava pronta ainda.
Penso que poderia tentar mais um pouquinho, aguentar mais um pouquinho. Tentar reter a coragem e a disposição mais um pouquinho.
Os desafios que tenho a frente também requerem coragem e disposição. Mais coragem ainda e mais disposição ainda, eu sei.
Ah! Deus! Meu Deus!
Ah! Deus! Meu Deus! Nunca passei por isso. Não queria passar por isso.Parece que tomei a decisão que mais me agrada, mas não a necessariamente melhor.
Me livrei de um peso, de uma luta mental diária pela coragem e disposição, mas não sei se já retive a coragem e a disposição.No fundinho, sinto que não estava pronta ainda.
Penso que poderia tentar mais um pouquinho, aguentar mais um pouquinho. Tentar reter a coragem e a disposição mais um pouquinho.
Os desafios que tenho a frente também requerem coragem e disposição. Mais coragem ainda e mais disposição ainda, eu sei.
Ah! Deus! Meu Deus!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Com saudades do meu pai
Esses dias senti saudades do mau pai. Muitas saudades mais um vez. Me peguei algumas vezes me lembrando a importância que ele teve para que hoje eu tivesse alguma esperança de crescimento. Meu pai foi muito, muito importante.
As lembranças vieram porque minha mãe voltou de Fortaleza onde encontrou muitas pessoas que se lembram do meu pai e gostavam muito dele. Este prestígio me encanta, sabia? Porque eu o vejo como um homem que não se importava com o que os outros diziam e até gostava que os outros reparassem no jeito expansivo de ele ser.
Ele dançava nas festas, ele falavam com o garçom como a um amigo, ele vestia as roupas que lhe eram confortáveis. Acima disso, ele passava princípios com uma convicção de que aquilo era importante preservar que me ajudam muito hoje como cristã. Porque ter convicções tem sido muito difícil.
Não me imagino abrindo mão, por exemplo, de dar muito valor à família. Nem sempre foi assim. Ás vezes, considerei ter amigos ou ser independente como algo a se considerar, mas ninguém me ama como minha mãe, meus irmãos e meu marido me amam, ou como o meu pai me amou. Apenas eles, eu sei, abandonariam uma churrascada para me socorrer. Mais: apenas a eles eu recorreria em caso de necessidade.
E a importância de se ter opinão própria. Meu pai me passou este princípio de forma que, até hoje, não se chocou com o "meu cristianismo". Ter opinião tem sido um instrumento tão importante diante das tentativas de me fazerem conformar a este mundo. E eu aprendi com meu pai, quando ele saia de boina colorida e óculos escuro a noite e pegava na minha mão. Eu sentia orgulho em andar com um homem daquele naipe: com senso de diversidade na cabeça.
As lembranças vieram porque minha mãe voltou de Fortaleza onde encontrou muitas pessoas que se lembram do meu pai e gostavam muito dele. Este prestígio me encanta, sabia? Porque eu o vejo como um homem que não se importava com o que os outros diziam e até gostava que os outros reparassem no jeito expansivo de ele ser.
Ele dançava nas festas, ele falavam com o garçom como a um amigo, ele vestia as roupas que lhe eram confortáveis. Acima disso, ele passava princípios com uma convicção de que aquilo era importante preservar que me ajudam muito hoje como cristã. Porque ter convicções tem sido muito difícil.
Não me imagino abrindo mão, por exemplo, de dar muito valor à família. Nem sempre foi assim. Ás vezes, considerei ter amigos ou ser independente como algo a se considerar, mas ninguém me ama como minha mãe, meus irmãos e meu marido me amam, ou como o meu pai me amou. Apenas eles, eu sei, abandonariam uma churrascada para me socorrer. Mais: apenas a eles eu recorreria em caso de necessidade.
E a importância de se ter opinão própria. Meu pai me passou este princípio de forma que, até hoje, não se chocou com o "meu cristianismo". Ter opinião tem sido um instrumento tão importante diante das tentativas de me fazerem conformar a este mundo. E eu aprendi com meu pai, quando ele saia de boina colorida e óculos escuro a noite e pegava na minha mão. Eu sentia orgulho em andar com um homem daquele naipe: com senso de diversidade na cabeça.
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