segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ainda não agradeci

Ainda não registrei o resultado da maior aposta que eu e o Anderson temos feito nos últimos dias. Na quinta-feira passada, recebemos a confirmação da classificação dele no concurso da Polícia Militar. Hoje, ainda, o Anderson me perguntou se eu havia agradecido a Deus por esta benção. Confesso que não.

Ainda estou meio impactada com o resultado. Eu tinha consideráveis dúvidas se ele conseguiria passar na redação. Tentei manter uma confiança moderada na aprovação para conseguir segurara a barra caso desse algo errado. Agora, mal consigo comemorar.

O ingresso dele na PM significa, pra mim, maior liberdade financeira para investir no que realmente desejo fazer que é produzir informação para o público evangélico. Quero um veículo onde publicar notícias e análises sobre o que os crentes têm feito e pensado e sobre o que a sociedade tem feito e pensado sobre os crentes. Comparar estas ações com as Escrituras e, de algum modo, contribuir para um pouco de verdade no Reino da Verdade.

Mas, a avaliação inicial é de que ainda tenho medo de que alguma coisa não saia muito bem nas próximas etapas do concurso. E medo de crer que esta é a porta pela qual Ele nos fará passar e entrar naquele tempo de ministério próspero que nós dois esperamos há um bom tempo.

Na conjuntura atual, o resultado da prova escrita do concurso é um óasis em meio à um aparente deserto pessoal. Também consegui avanços na abertura da empresa de comunicação e há incentivos para crer que esta também é uma grande porta. Então, sinto a mesma falta de fé que senti antes do resultado do concurso: tento não me animar muito, pode não ser bem o que tenho imaginado, enfim.

O fato é que ainda há um esforço para crer, para esperar bençãos. Deus, ainda me esforço para, desde já, agradecer!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Satisfeita com o que recebeu

Hoje acordei com a seguinte questão: que idade espiritual eu tenho? Pergunta meio besta, mas acho que preciso registrar minhas reflexões sobre isso.

A Bíblia fala sobre as crianças na fé, que devem tomar leite espiritual, pois não suportariam o alimento sólido. Por algum tempo, pensei ser adulta, até que fui tratada como criança e comecei a reconsiderar.

Em meio a esses pensamentos, me fixei em dois textos bíblicos: Sl 131 e Rm 12:1-3. Os dois falam sobre como pensamos de nós mesmos. O rei Davi escreveu no salmo que ele não era soberbo, “pelo contrário”, não desejava coisas grandes nem maravilhosas demais para ele. Este termo “pelo contrário” demonstra que ser soberbo não é apenas se elevar acima dos outros, mas também se elevar acima de si mesmo.

Nisso, reconheço, que tenho errado. Tem coisa que é maravilhosa demais pra gente, mas, mesmo assim, insistimos em alcançá-las. E isso é soberba.

Já Paulo exorta a igreja em Roma para que ela renove a sua mente, procure saber a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, mas preserve uma avaliação moderada sobre si mesmo, como membros de um corpo onde cada um tem uma função.

Pergunto para Deus como manter uma avaliação “moderada” de mim mesma quando as pessoas dizem que ser filho de Deus é ter poder, é transformar, é fazer tudo o que vem à mão e etc.

Bom, o que tenho aprendido é que, como Davi naquele salmo, devo aquietar a minha alma como a criança desmamada se aconchega nos braços da mãe. Satisfeita com o alimento que recebeu, sem desejar nada mais.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Honra à mãe

Ainda bem, minha mãe é viva. E a honra que lhe dou, ela ainda pode ver. E a honro quando me guardo de abusos e me esforço para fazer jus à educação que recebi.

Ela, mais até que meu pai, se dedicou a pagar cada centavo dos meus estudos. Ela me levou e me buscou, de manhã e a qualquer hora, aos melhores colégios. Isso me ensinou a pensar.

Ela me deu o melhor alimento e a melhor roupa que eu poderia ter. Pelo investimento que ela fez em mim, devo honrá-la com as melhores escolhas de amigos, de chefes, de marido, de tudo.

Não posso me sentir menor do que o tamanho que ela me fez ser. Não posso me sujeitar a situações pelas quais ela não gostaria que eu passasse e me ensinou a evitar. As quais me envergonho de contar. Em honra a minha mãe.

Honra pai

Que saudade do meu pai. Aqui, na Câmara, tentei ouvir a música que o Fábio Jr. fez pro pai dele e parei no meio porque dá muita vontade de chorar, de saudade.

Algumas lembranças do meu pai: "Você não está largada no mundo! Você tem pai!" "Amigos sou eu, sua mãe e seus irmão. Nem parente é nosso amigo porque é parente".

Azeite na pizza. Fotos na piscina da Cascata. Ah! A Cascata.

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estarAh! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai!
(Fábio Jr.)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Revolução ou avivamento?

Duas coisas que eu pensava serem semelhantes, hoje me passaram tão diferentes. Eu quero a revolução ou o avivamento?

Desde que me converti, desejei a revolução. Até hoje, isso significou mudar as injustiças pela sustentação e prática de princípios éticos e morais. Em minhas palavras, a revolução é alterar o curso da sociedade para um caminho mais justo, mais agradável. É influenciar as pessoas para que elas percebam um caminho melhor e, como coletividade, decida empreender sua jornada para este destino. Não precisaria ser o mundo todo. Poderia começar, no meu caso, pela Igreja.

Nisto, há semelhança com o avivamento, que também desejo e defendo. O avivamento produz reestruturações pessoais e sociais. No avivamento, as pessoas se dedicam em amar a Deus e ao próximo. Adorar a Deus e servir ao próximo. Estes seriam os pilares dos “princípios éticos e morais” para a transformação da sociedade.

Mas, hoje, me dei conta de que quem busca a revolução não pode buscar o avivamento. A revolução está baseada na força humana e em mudanças na sociedade que se limitam à esfera terrena dela. O foco da revolução é a realidade terrena, passageira e sem novidade que é, como diz o Pregador em Eclesiastes. E o combustível da revolução é a inconformidade com a vida na terra e não no Reino.

O avivamento tem outro foco. Ele significa trazer o Reino de Deus para a terra a partir das estratégias de Deus. Essas estratégias salvam almas e não apenas estruturas institucionais. Repito, não apenas. O avivamento reorganizar as estruturas que representam as coletividades, mas ele tem foco no Reino e seu combustível é o poder sobrenatural, eterno e além deste mundo.

Se eu buscar a revolução, terei de lutar contra estruturas, para reordená-las, para colocá-las naquele caminho melhor. Se eu buscar o avivamento, terei que me sujeitar a Deus e me importar com pessoas e não estruturas. Realizar qualquer obra com foco nas almas e no governo de Deus sobre a terra.

Na revolução, o “reino” é meu. No avivamento, o Reino é Dele. Na revolução, o foco são as estruturas. No avivamento, são os corações. Na revolução, os instrumentos são humanos. No avivamento, espirituais. Veja: na revolução, usamos pessoas para mudar estruturas. No avivamento, as pessoas nas estruturas mudam pessoas.

O que quero agora: preferir o avivamento (de novo e somente).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Conforto estranho

Não estou revoltada. Talvez um pouco perplexa, mas também não muito. Acho que é efeito de uma sensação de tranquilidade que senti há um ano, mais ou menos. Descrevi neste blog, no dia 16 de julho de 2008.

Paguei 20% de um apartamento que não vou receber. A empresa faliu. A J. Martini me enganou por um ano dizendo que iria devolver o dinheiro. Hoje, conversei com um advogado que acompanha o caso. Ele me disse que o que a J. Martini só tem um caminhão batido e máquinas leves de construção. Nada que permita ressarcir mais de 500 pessoas lesadas.

Há um ano, sentia que isto não era um problema. Deus está no controle. Ainda sinto assim. Fico triste, mas, pelo menos, aprendi logo a comprar apartamentos: olhar procedência da empresa, verificar documentação do imóvel. Coisas óbvias, recomendadas desde sempre.

Por incrível que pareça, e talvez perverso, me conforta saber que não fui a única. É uma verdade bíblica: no mundo, existem pessoas, irmãos, passando pelo mesmo. Outra verdade bíblica: não há nada novo debaixo do sol. O que é já foi e o que será também já foi. Ou seja, alguém ainda cairá neste golpe. Conforto estranho, não?

Mas conforta. Quer dizer também que muitos sobreviveram e sobreviverão diante de uma situação como esta. E viver é o que importa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma vida acumulada

Sinto a minha vida acumular. Projetos, obrigações, prazeres. A começar pelos cuidados "femininos". Desde os fios brancos da cabeça (apesar de meus apenas 27 anos) até as unhas dos pés, está tudo acumulado.

Preciso pintar o cabelo. Os fios brancos estão espantosamente vistosos, de fazer vergonha. As sombrancelhas, então, nem se fala. Verdadeira mata sobre os olhos. Não vale a pena nem se maquear para o culto de domingo. Ainda sobre pêlos, até a depilação está atrasada, toda ela.

Sobre as unhas das mãos, se acumulam cutículas. As beiradas estão quebradas, nada que um esmalte não pudesse resolver. Mas está a ida à manicure foi atrasada. Assim como à pedicure.

Entre os membros superiores e inferiores, acumulam-se gorduras. Meses e meses de ensaio e nenhuma atitude séria para chegar nas férias com a possibilidade de não assustar dentro de umn biquini. Irei usar roupa para entrar na água de clubes, cachoeiras, praia ou a piscina da casa de alguém.

Este é só um reflexo de tudo o que se acumula na minha vida. É ou não é deprimente? Acho que ainda não aprendi a viver.