Neste fim de semana, me perguntei freneticamente como lidar com sensações novas e ruins. Elas não têm nome e incomodam tanto. Não sabemos se gritar alivia, se conversar alivia, se guardar alivia, se evitar pensar resolve.
Enquanto você tenta se superar, aproveitar oportunidades, desenvolver, vêm os erros e a aparência de derrota que reduzem toda a esperança.
Para mim, me superei interpelando pessoas, entrevistando, escrevendo. Mas não consegui gerenciar um projeto, encontrar soluções criativas, me satisfazer acima das expectativas de retorno material ou reconhecimento social.
Pensei que acordaria nesta segunda-feira mais disposta e criativa profissionalmente. Mas como é difícil ampliar a experiência do final de semana para a que vivo todos os dias colaborando para uma coluna de economia.
Eu não aguento mais essa batalha! Eu não sei se aguento mais.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
O Precioso
Um dia desses, comecei meu trabalho convidando o Espírito Santo para me acompanhar. Comecei pensando que assim Ele poderia conhecer a dureza que é essa minha vida. Claro que reconheci rapidinho que eu é que deveria observar a forma maravilhosa como Ele trabalha todos os dias e também deveria contar com Ele quando a coisa ficasse feia.
Mas, ao final do dia, percebi que, depois daquele convite, não dei muita bola pro Espírito Santo. Não voltei a falar com Ele. Ao longo do dia, usei aquele velho método mecânico de, na hora da necessidade, dizer: “Ai, Meu Deus! Me ajuda!”, mas isso como se Deus estivesse bem longe, lá no céu, e não ao meu lado, como eu havia pedido. É como se eu tivesse um amigo ao lado, mas nunca falasse com ele.
Engraçado. No Comic 2010, a principal mensagem pra mim, que Deus falou comigo no íntimo, foi sobre a preciosidade do Espírito Santo e sua importância para tudo na vida. Eu perguntei: o que me falta? Agora já tenho recursos, equipe, apoio, conhecimento, empresa, família, emprego, igreja. O que me falta para agradar a Deus? E a resposta foi: ter o Espírito Santo. Tê-lo. Mais do que saber que Ele existe. Contar com Ele. Deus na Terra. A promessa maior de companhia. Deus está conosco por meio do Espírito Santo. Fala conosco por meio do Espírito Santo.
Esquisito. Como tenho reduzido o peso do Espírito Santo na Trindade. Ele é Deus, como Jesus é Deus. O Senhor entre nós. Aquele que estava no princípio, pairando sobre o abismo. Aquele que perscruta todo o entendimento, o conhecimento e a sabedoria de Deus. O Emanuel desta geração. O que se entristece, logo, também se alegra. O que nos revela todas as coisas. O Consolador, o Conselheiro. Por meio do qual os jovens têm visões. Contra quem a blasfêmia não tem perdão.
Ôh! Espírito. Perdão por este dia de isolamento. É a minha falta de educação habitual, mas também minha carnalidade. Carnal demais para lembrar de ti, adorar a ti, viver por ti. Ainda assim, vi bênçãos. Que o Senhor não O retire de mim. Ôh, Espírito. Fica mais um pouco. Tu és precioso.
Mas, ao final do dia, percebi que, depois daquele convite, não dei muita bola pro Espírito Santo. Não voltei a falar com Ele. Ao longo do dia, usei aquele velho método mecânico de, na hora da necessidade, dizer: “Ai, Meu Deus! Me ajuda!”, mas isso como se Deus estivesse bem longe, lá no céu, e não ao meu lado, como eu havia pedido. É como se eu tivesse um amigo ao lado, mas nunca falasse com ele.
Engraçado. No Comic 2010, a principal mensagem pra mim, que Deus falou comigo no íntimo, foi sobre a preciosidade do Espírito Santo e sua importância para tudo na vida. Eu perguntei: o que me falta? Agora já tenho recursos, equipe, apoio, conhecimento, empresa, família, emprego, igreja. O que me falta para agradar a Deus? E a resposta foi: ter o Espírito Santo. Tê-lo. Mais do que saber que Ele existe. Contar com Ele. Deus na Terra. A promessa maior de companhia. Deus está conosco por meio do Espírito Santo. Fala conosco por meio do Espírito Santo.
Esquisito. Como tenho reduzido o peso do Espírito Santo na Trindade. Ele é Deus, como Jesus é Deus. O Senhor entre nós. Aquele que estava no princípio, pairando sobre o abismo. Aquele que perscruta todo o entendimento, o conhecimento e a sabedoria de Deus. O Emanuel desta geração. O que se entristece, logo, também se alegra. O que nos revela todas as coisas. O Consolador, o Conselheiro. Por meio do qual os jovens têm visões. Contra quem a blasfêmia não tem perdão.
Ôh! Espírito. Perdão por este dia de isolamento. É a minha falta de educação habitual, mas também minha carnalidade. Carnal demais para lembrar de ti, adorar a ti, viver por ti. Ainda assim, vi bênçãos. Que o Senhor não O retire de mim. Ôh, Espírito. Fica mais um pouco. Tu és precioso.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Pensando
Um tempo para pensar. Talvez eu preferisse não tê-lo. A profissão de jornalista me favorece pela pressão de não ter que pensar muito (por estranho que pareça).
Pensar demais me trava, me restringe. Quando penso e vejo como sou incapaz, desisto, me escondo.
Por que é assim? Não sei. Mas incomoda.
Para alguns, pensar é fonte de grandes realizações. Poderia ser assim comigo. Pensando, teria idéias.
Já foi assim. Por que não é mais? Não sei. A fonte secou. O estímulo desapareceu.
Qual era o motivo das idéias que reluziam? Tenho tristeza e receio de parar para pensar sobre isso.É que era tão grande, tão estimulante. Parecia a própria essência. A pureza da capacidade, o prazer da realização. Era alegria. Era suficiente. Completamente suficiente.
Pensar demais me trava, me restringe. Quando penso e vejo como sou incapaz, desisto, me escondo.
Por que é assim? Não sei. Mas incomoda.
Para alguns, pensar é fonte de grandes realizações. Poderia ser assim comigo. Pensando, teria idéias.
Já foi assim. Por que não é mais? Não sei. A fonte secou. O estímulo desapareceu.
Qual era o motivo das idéias que reluziam? Tenho tristeza e receio de parar para pensar sobre isso.É que era tão grande, tão estimulante. Parecia a própria essência. A pureza da capacidade, o prazer da realização. Era alegria. Era suficiente. Completamente suficiente.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Mudança de mim
A batalha é tremenda, torna-se renhida.
Ainda é terça-feira. O segundo dia do ano que começa depois do Carnaval e já me sinto estafada. (Será que ainda me sinto estafada?) Mesmas dúvidas, novas demandas. Mudanças. Ai, meu Deus! De tudo.
Que tal mudança de mim? É. Que tal?
Ainda é terça-feira. O segundo dia do ano que começa depois do Carnaval e já me sinto estafada. (Será que ainda me sinto estafada?) Mesmas dúvidas, novas demandas. Mudanças. Ai, meu Deus! De tudo.
Que tal mudança de mim? É. Que tal?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Mania de perseguição
Hoje, meu Gmail apareceu com novidades. Sei que não vou ter paciência de conhecer todas e é provável que eu as aceite mais pela curiosidade e possibilidade de vir a fuçar nelas algum dia do que por considerá-las realmente úteis.
Mas uma coisa já percebi. Esse mundo está com uma mania de perseguição terrível. As pessoas tem seguidores no blog, no Twitter, no MySpace, no Orkut, e agora até na caixa de e-mail! Gente, não vou dar conta disso não.
Decidi não seguir ninguém, e se alguém estiver me seguindo vou dar um jeito de bloquear. Se quiser saber como vou, o que tenho feito e como me sinto, manda e-mail. Será o suficiente.
Mas uma coisa já percebi. Esse mundo está com uma mania de perseguição terrível. As pessoas tem seguidores no blog, no Twitter, no MySpace, no Orkut, e agora até na caixa de e-mail! Gente, não vou dar conta disso não.
Decidi não seguir ninguém, e se alguém estiver me seguindo vou dar um jeito de bloquear. Se quiser saber como vou, o que tenho feito e como me sinto, manda e-mail. Será o suficiente.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Inspirada em reality shows
Eu ainda estava na faculdade quando a TV brasileira começou a copiar os modelos de reality shows estrangeiros. As discussões eram quase sempre na linha dos malefícios dos programas para a sociedade, da diminuição do ser humano e da inutilidade da audiência. Atualmente, existem modelos mais palatáveis, em que um grupo de pessoas é acompanhado na execução de uma tarefa ou na disputa de um prêmio. Este tipo ainda não é muito utilizado no Brasil, mas, pelas versões da TV por assinatura, confesso que tenho sido inspirada.
Os de que mais gosto são: o Top Design, sobre decoração; todos os Next Top Model, sobre moda; e o Stylista, sobre a edição de uma revista de moda. Tenho sido inspirada pela vontade que os participantes têm de vencer e os esforços que empregam para superar seus limites na realização de cada tarefa, no avanço em cada etapa e mais, na retenção de conhecimento para etapas seguintes, fora dos programas (portanto, excluo deste rol inspirativo algo como A Fazenda ou No Limite). Vejo como aquelas pessoas são expostas e criticadas, mas não desanimam porque têm um objetivo e acreditam que as experiências que estão vivendo serviram posteriormente.
Não sei se é totalmente bom fazer esta aplicação à minha vida, mas gostaria de ter, todos os dias, aquele sentimento de que estar em um ambiente de aprendizado, como o destes programas, é um privilégio e uma oportunidade única, que não pode ser desperdiçada e deve valer a pena.
A vida deveria ser vista assim, uma experiência com prazo definido – embora não saibamos qual seja -, com meta clara e prêmio factível, quero dizer, não é a vida por ela mesma, mas com um propósito. Isso talvez me estimule a superar meus limites.
Os de que mais gosto são: o Top Design, sobre decoração; todos os Next Top Model, sobre moda; e o Stylista, sobre a edição de uma revista de moda. Tenho sido inspirada pela vontade que os participantes têm de vencer e os esforços que empregam para superar seus limites na realização de cada tarefa, no avanço em cada etapa e mais, na retenção de conhecimento para etapas seguintes, fora dos programas (portanto, excluo deste rol inspirativo algo como A Fazenda ou No Limite). Vejo como aquelas pessoas são expostas e criticadas, mas não desanimam porque têm um objetivo e acreditam que as experiências que estão vivendo serviram posteriormente.
Não sei se é totalmente bom fazer esta aplicação à minha vida, mas gostaria de ter, todos os dias, aquele sentimento de que estar em um ambiente de aprendizado, como o destes programas, é um privilégio e uma oportunidade única, que não pode ser desperdiçada e deve valer a pena.
A vida deveria ser vista assim, uma experiência com prazo definido – embora não saibamos qual seja -, com meta clara e prêmio factível, quero dizer, não é a vida por ela mesma, mas com um propósito. Isso talvez me estimule a superar meus limites.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O outro e o próximo
Lendo uma entrevista sobre a recorrência da corrupção no Brasil, me saltaram à vista dois conceitos: o outro, indicado pela psicóloga entrevistada, e o próximo, pregado por Jesus.
A idéia de que o espaço público é do outro pode estimular o ser humano a se apropriar dele para alcançar interesses privados. Paralelo ao outro, está o conceito de ‘terra de ninguém’ ou de alguém que ignoro, logo, disponível para articulações voltadas para interesses pessoais. E,sendo do outro e não meu, me sinto livre para trabalhar para que, de algum modo, as coisas concernentes a este espaço passem a servir a mim.
Quando o ponto de partida, porém, é o próximo, já estou incluída neste espaço público. Porque o conceito de próximo parte de um ponto de referência intrinsecamente relacionado a mim. Ele é próximo em relação a mim e, desta forma, tenho responsabilidade em lhe fazer bem, porque é próximo, não é outro. O próximo é conhecido e é igual a mim. Sendo próximo, devo trabalhar para que, de alguma forma, ele seja beneficiado porque o benefício dele também será o meu, que estou próximo.
Assim o espaço público volta a ser o que deveria: meu e do próximo e ambos devem trabalhar para beneficio mutuo. É: um mundo ideal.
A idéia de que o espaço público é do outro pode estimular o ser humano a se apropriar dele para alcançar interesses privados. Paralelo ao outro, está o conceito de ‘terra de ninguém’ ou de alguém que ignoro, logo, disponível para articulações voltadas para interesses pessoais. E,sendo do outro e não meu, me sinto livre para trabalhar para que, de algum modo, as coisas concernentes a este espaço passem a servir a mim.
Quando o ponto de partida, porém, é o próximo, já estou incluída neste espaço público. Porque o conceito de próximo parte de um ponto de referência intrinsecamente relacionado a mim. Ele é próximo em relação a mim e, desta forma, tenho responsabilidade em lhe fazer bem, porque é próximo, não é outro. O próximo é conhecido e é igual a mim. Sendo próximo, devo trabalhar para que, de alguma forma, ele seja beneficiado porque o benefício dele também será o meu, que estou próximo.
Assim o espaço público volta a ser o que deveria: meu e do próximo e ambos devem trabalhar para beneficio mutuo. É: um mundo ideal.
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