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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Se acabando...

Sinto mais um tempo se acabar. Um tempo até bom.
E quando vai acabando, vai ficando aquele desgosto.
É mesmo como o final de um suco natural. No fundinho do copo, fica aquela borra da fruta, com gosto meio esquisito. Aquela espuma que não dá mais para descer pela goela.
O que era para ser gelado já está quente e o que era para ser quente esfriou.
Perde-se o viço. As folhas vão amarelando e depois, caindo.
Mais uma vez a primeira a perceber sou eu.
Tudo vai até bem lá fora, mas, aqui dentro, eu já sei: o tempo se acabou.

Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gn 12:1)

E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. (Gn 17:8)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Meu marido na TV

Deus é bom e fiel.
Obs.: Meu marido é o aluno loiro que participa da simulação de abordagem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Faz falta

Dias de aparente inutilidade. Fujo como o diabo da cruz de toda utilidade que um dia pode ter. E, no final, rolo de culpa por não ter produzido nada, por não ter nem mesmo tentado de verdade. Sabe? No final das contas, o que penso é que ter uma obrigação me faz muita falta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cessou o maná

Vou contar com fé e com gratidão, como um testemunho de que Deus existe e me ama. Nesse dia 8 de dezembro, o Anderson se matriculou no curso de formação para soldados da PM-DF. Hoje, estávamos lembrando que, em dezembro de 2008, conversávamos sobre os planos profissionais dele para o ano seguinte e, entre as possibilidade de vários concursos, de mestrado, de dar aulas de Teologia via EAD ou de procurar um outro emprego, escolhemos investir na prova para a Polícia Militar do DF.

Dentro das nossas condições financeiras, não daria para fazer tudo e, para fazer alguma dessas coisas bem feita, era preciso escolher. O critério foi a proximidade do lançamento do edital da PM e, principalmente, a afeição que o Anderson já nutria por esta carreira. Ele veio para Brasília para ser militar, de preferência capelão e a ideia inicial era o Exército. Com seu irmão e três tios atuando como policiais militares em Goiás, esta também seria uma via desejável.

Focados, investimos tempo e dinheiro em um bom cursinho preparatório, estudando em casa e orando. Como pastor de uma igreja, muitos, amigos próximos até, disseram que, talvez, ele estivesse fugindo do chamado de Deus para o ministério. Colocamos esta preocupação diante de Deus e tivemos paz para prosseguir.

Terra boa

O dia da prova foi marcante. Já não sei quantas vezes contamos este testemunho. Um congestionamento em pleno sábado quase impediu que o Anderson chegasse ao local da prova em tempo. Um percurso que esperávamos fazer em quarenta minutos levou quase uma hora e meia. Ah, os amigos. Ah, o Senhor que colocou estes amigos em nosso caminho, ou melhor, a caminho.

Naquele dia, eu chorei. De nervoso, de medo, de insegurança. Só Deus sabe, porque, instintivamente, corri para Ele. Eu só poderia mesmo correr para Ele. Quem mais me entenderia? Só Ele conhece os meus sonhos, só Ele sabe bem quais são as minhas fraquezas.

E, naquele dia, Ele me marcou com o texto de Deuteronômio 8. No verso 7, diz: "porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa terra boa". E no verso 16: "[o Senhor], que, no deserto, te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem."

Hoje, faz mais ou menos um ano e meio desde aquele dia, o tempo que durou este deserto. Quantas vezes eu pensei que o maná, que identifiquei como meu salário de jornalista, fosse acabar, que eu não iria aguentar continuar lutando contra minha timidez, contra minha preguiça, contra a pressão de sustentar a casa. Passei por três empregos, fui provada e humilhada, no melhor sentido, diante de Deus e de homens. Mas o maná espiritual também caía e me dava garantias da fidelidade de Deus que, afinal, me faria bem.

A cada dia, o maná

Certo dia, pensei que poderia fazer um acordo com Deus para fazer cessar o maná antes do tempo e guardar o suficiente para viver por três meses até que o Anderson ingressasse na PM, de acordo com os meus cálculos (errados). Usaria a recisão contratual para isso e ficaria sem trabalhar, uma espécie de férias para mim. O Pai não aceitou (Obrigado, Pai.). O maná deve ser colhido todos os dias e ele cairia até que entrássemos naquela "terra boa".

E esta provisão caiu até esse dia 8 de dezembro. No mesmo dia em que o Anderson ingressou na PM, eu emiti a última nota para o Jornal de Brasília para receber a quantia que fecha as contas do mês. Amanhã, o valor deve estar na conta. "No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná." (Js 5:12).

Tudo isso pode parecer uma "forçação" dos relatos bíblicos e dos fatos. Para mim mesmo, às vezes, pareceu. Mas, a partir de hoje, contarei sempre como uma experíência de real amor de Deus por mim e de verdadeiro sinal de que tudo está em Suas mãos. Hoje, sei, no meu coração, que "como um homem disciplina o seu filho", assim me disciplina o Senhor, meu Deus (Dt 8:5). No meu coração, eu sei que Ele me trata como filha.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Em Trôade

O mês de novembro já passou da metade e nem relatei os últimos não-acontecimentos. Não saí do Jornal de Brasília. Sim, ainda estou lá. E lá é bom, friso. Mas o dilema continua.
Me sinto como Paulo a caminho de Bitínia. O Espírito Santo o havia impelido a pregar na Ásia. (Sou impelida pelo Espírito a atuar no Jornalismo). Então, Paulo e seus companheiros decidiram ir para Bitínia, que deve ficar em solo asiático (Eu tento sair da cobertura de Economia para enveredar no meio dos crentes). Mas o "Espírito de Jesus não o permitiu" (Juro que já pedi três vezes pra sair do JBr, mas não consigo. Quem já pediu demissão três vezes de um emprego em menos de um mês e não foi atendido? Só pelo Espírito de Jesus). Eles foram parar em Trôade onde Paulo teve uma visão de que deveria ir à Macedônia.
A comparação com minha situação está na tentativa de tomar um rumo em favor do plano de Deus, mas uma misericordiosa resistência impede. Até agora, sinto que é uma misericordiosa resistência, porque, se me fosse dado o que mereço pela minha teimosa resistência em obedecer a Deus e crer nEle, nem sei.
Agora, espero uma visão do que devo fazer. Me coloco na minha Trôade, o Jornal de Brasília. Assim que a tiver, gostaria de atender como Paulo fez em seu caso. Imediatamente procurou partir para o destino revelado, concluindo que Deus os havia chamado.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Balanço do mês

Outubro de 2010 foi um mês interessante. Uma experiência no Jornal de Brasília. Um mês só, mas muito interessante. É. Neste ano, minhas experiências têm sido rápidas e interessantes.

Há um padrão entre elas. Todas estão relacionadas com o profissional. Todas estão relacionadas com o que eu sempre quis ser. E todas terminaram porque eu não quis mais ser.

Não que eu não queira mais essa profissão. Mas, puxa, que crise. Desde que comecei a trabalhar, tudo foi tão linear. Foi sofrido, foi difícil, mas, até este ano, era linear. Mesmos chefes por, pelo menos, dois anos, mesmas tarefas.

Veja o que sinto agora: uma imensa vontade de voltar atrás de continuar no Jornal de Brasília, mas cheia de motivos interiores para sair. E de vontade de sair. De ficar porque é um desafio, e o ser humano gosta de desafio. E de sair, porque há um desafio maior aqui fora. Essa é que é a verdade. Aqui fora, tenho um desafio bem maior.

Que só eu sei, como também só eu poderia saber os desafios que tinha no Jornal de Brasília.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010 - Frustrante

Acordei mais cedo do que eu devia para ir votar. Imaginei que às 8h30 a seção estaria vazia e eu poderia já votar e ir pro trabalho. Sim, fui escalada para cobrir eleições e deveria estar às 9h no jornal. A fila na seção estava grande. Não ia dar tempo de votar e chegar no jornal às 9h. Decidi votar depois.

Às 14h30, estava de volta ao colégio. Não tinha ninguém na fila. Juro que olhei os números antes, mas, na hora de colocar o segundo senador, deu branco. Sim, a cola tinha que estar do lado, mas eu achei que tinha decorado.

O mesário me garantiu que eu poderia conferir o número na lista e depois votar de novo. Mas enquanto isso, ele deve ter feito alguma coisa errada e cancelou meu voto. Sim, cancelou. Não votei para o Toninho do PSol ser meu governador nem para a Marina ser minha presidente.

Ódio. Sinto ira. E frustração. Vontade de ter quebrado a urna na cabeça do mesário e de fazer boca de urna para "recuperar" o meu voto. Mas não adianta nada disso. O pior que não adianta nada.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A entranha satisfação de uma enquete

A pauta era o impacto do pagamento da primeira parcela do 13 salário na economia. A antecipação deve ser feita até o dia 30 de novembro e pode ser usada para pagar dívidas ou fazer novos compromissos. Antes do meio dia, já tinha a entrevista com um especialista. Só faltava falar com duas ou três financeiras, marcar a foto e montar a info. Pensei: ufa, não vai ter Enquete/Povo Fala. Mas, então, a pauta caiu. Ao meio-dia. Surgiu algo mais quente. E tinha Povo Fala.

É. Tinha. Na verdade, só tinha Povo Fala. Eu só precisava ir para a frente do Conjunto Nacional, encontrar pessoas que usam cartão de crédito e saber o que elas acham da possibilidade de o governo ampliar a obrigatoriedade de pagamento mínimo de 10% da fatura do cartão para 20%. Dessa vez, eu precisava de seis opiniões gerais e de uma ou duas que, além da opinião geral, topassem fazer uma foto segurando o cartão.

Quando eu soube, não tive vontade de chorar (como eu teria em outros tempos!), mas, puxa, eu detesto Povo Fala. Interceptar desconhecidos no meio da rua, convencê-las a falar comigo e tirar a bendita foto. Lembrei da dica da Ana Maria Braga (nesse mês de férias forçadas tive tempo e paciência até pra isso): vá um pouquinho além do seu limite, só um pouquinho.

Fui lá. Tomei uns dez foras. A maioria de mulheres que não queriam tirar foto. Outros não usavam cartão, ou disseram que não usam. Consegui pegar seis pessoas para a enquete, mas ainda faltava a personagem, a foto maior.

O fotógrafo deu a ideia de fazer uma foto em uma loja da máquina de cartões, simulando um pagamento com cartão. Fomos lá. Pelo menos, eu já teria uma ilustração e não precisava mais ficar "implorando" o cidadão brasiliense a cooperar. Ele mesmo tomou a frente, conversou com o gerente, conseguiu a liberação. Mas, sabe, bateu aquela dor na consciência. A tarefa era levar uma foto de personagem. Ana Maria falou de novo: só um pouquinho além.

Fui lá de novo. Mais dois foras até que uma aposentada muito gente boa colaborou. Puxa, valeu. Na volta, senti aquela satisfação estranha, porque é incômoda. Incomoda nem sei porque. Quero lembrar da satisfação. Virão outras enquetes e é isso que me motiva: essa estranha satisfação de ter ido um pouquinho além.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Trilha sonora de uma demissão

Depois de três meses, fui demitida. É. Foi uma grande benção de Deus, mas eu sabia que não iria durar muito. Não pelo trabalho em si, mas pelos mistérios de Deus guardados no meu coração. Neste post, não é isso que interessa. Ou interessa em parte.

A confiança que Deus colocou no meu coração, nos últimos dias, em seus propósitos pra minha vida, me prepararam para este momento. Já chorei “bem”. Não muito, mas nem pouco. Creio muito na importância do luto. É triste mesmo e a gente se sente tão inútil, incapaz, rejeitado. Uma boa reforma trabalhista seria impedir demissões, ainda mais de trinta segundos. “Olha, avaliamos com a chefia e concluímos que você não tem o perfil que a agência precisa. Entraremos em contato para dar encaminhamento ao processo burocrático. Obrigada.”, foi o que ouvi. Também não falei muito. “Tudo bem. Obrigada você.” foi tudo.

Os colegas de profissão que fiz me ajudaram muitíssimo. Me incentivaram, me animaram, me abraçaram. Puxa, quem diria que eu teria “colegas de trabalho” assim. (Falo em número, porque na Santafé eu já tinha colegas de trabalho, muito bons por sinal).

Então, no final do dia, me lembrei dessa música. Quem me lê não poderá compreender a alegria que ela me trouxe. Os que são crentes que não se escandalizem, mas penso que foi um jeito bem humorado de Deus refrigerar a minha alma. Obrigado, Pai.

O Que Tiver Que Vir Virá
Chrystian & Ralf
(Ouça aqui - o trecho que tem a ver comigo é o transcrito abaixo)

[...]
Olha, eu já fiz tudo que podia ser feito (sim, me esforcei ao máximo para aprender conceitos macroeconômicos)
Mas meu amor não tem lugar no seu peito (este meu amor pelo jornalismo não encontrou lugar na Leia)
Também não posso te obrigar a gostar de mim (isto é fato. Negócios são negócios.)
Olha, mesmo te amando, não te quero sofrendo (Mesmo gostando muito do trabalho, reconheço que a chefia tem que pensar no que é melhor para a empresa, não necessariamente em mim)
Entrego os pontos, mas não saio perdendo (A experiência já foi um ganho)
Um grande amor, a gente ganha no fim (Ah! O jornalismo foi posto por Deus em mim, então...)

E do jeito que tiver que ser, será
Só Deus muda as coisas de lugar
(inclusive a mim)
Nem tudo que se perde tem valor
Nem tudo que é bonito é amor
O que passou, passou, não voltará
E o que tiver que vir, virá, virá
Com toda força que tem a paixão

E vai tomar seu coração

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Descendo do monte

Não diria que tenha sido uma surpresa que o Comic tenha sido uma benção. Apesar das minhas más avaliações a respeito dos eventos passados, eu sentia que Deus, novamente, poderia usar o evento deste ano para falar com a juventude das Igrejas de cristo. E falar comigo.

Fui na expectativa de receber orientações para o dia-a-dia, relembrar o modo como o Senhor quer que eu viva. Já em Goiânia, lembrei do tema do evento: "Viva Jesus!". Tudo a ver.

De todas as mensagens, pude depreender que a vontade de Deus é ter intimidade com seus filhos, comigo. As regras específicas, como devo conduzir uma empresa de comunicação, como devo conviver com meu marido, como devo me relacionar com amigos e parentes, como devo desenvolver meu ministério, partem do princípio de viver com Jesus. Aliás, um pouco mais longe: viver Jesus.

Amar a Deus e viver o Deus Encarnado.

Também recebi benção específicas sobre o projeto que mais tem enchido meu coração de expectativas e esperanças. Desde atos aparentemente simples até oportunidades inesperadas, volto do 'monte' com princípios e direção para marchar.

Naquela terra, eu quero obedecer a Deus. Prestar-lhe culto no lugar que for de Sua escolha e repudiar toda forma abominável de adoração. Rejeitar toda proposta de servir a deuses desconhecidos, ainda que elas sejam seguidas de sinais, sejam feitas pelas pessoas mais próximas ou estejam endossadas por cidades inteiras. Servirei ao meu Deus, conhecido.

Irei me abster do que Lhe for impuro e aprenderei o temor do Senhor pela entrega da primeira parte de tudo o que Ele me der, os dízimos. Quero que o Senhor manifeste em meu corpo a realidade de eu ser "seu tesouro pessoal" e disponha da minha vida para abençoar as pessoas: cancelando dívidas, provendo o pobre e o necessitado e libertando escravos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Uma pauta para Deus

"e subi o monte com as duas tábuas nas mãos." Destaquei este versículo de Deuteronômio, da leitura de hoje. A ideia de ir ao monte é propícia no momento em que me preparo para participar do congresso nacional de mocidades. É verdade que os mais recentes não me inspiraram muito no que diz respeito a se aproximar de Deus.

Nos últimos anos, consegui me aproximar de pessoas, crescer diante da tribulação que é ouvir interpretações questionáveis da Bíblia, e isso também é bom. Mas estar livremente na presença de Deus, sentir que Ele está perto e quer falar comigo, sobre mim, tem tempo que não consigo. O fato é que esta passagem me inspira a ir para um lugar, onde Deus (possa) estar, com 'tábuas' para receber suas intruções, mais uma vez.

O trecho está no contexto do retorno de Moisés ao monte Horebe, depois de ter quebrado as tábuas da Lei, entregues por Deus, ao ver o povo adorando um bezerro de ouro. Mais ou menos como me sinto? Talvez. Mas tenho pedido a Deus que me ajude a recuperar a alegria e a disposição de amá-lO e servi-lO.

Então, já que vamos estar, nós, ali, que tal uma pauta? É para aproveitar e perguntar sobre tudo que me incomoda e gostaria de saber:

- Chegou a hora de investir pesado na produção jornalística para a Igreja? Como?
- Qual a Sua avaliação sobre meu trabalho na Igreja de Cristo em Sobradinho? O que deve melhorar? Como?
- O senhor ainda pretende me usar com danças? Se sim, como?
- O senhor ainda pretende me usar para mostrar o seu amor pelos meus familiares? Em caso afirmativo, como?

Ok. Estaremos lá. E que não seja uma simples entrevista, o despejar de informações. Que seja o ministrar da soberana vontade do Pai, o meu Pai. Seja como for.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Intimidade na disciplina

Ter o Senhor como um pai é mais do que garantia de provisão. É garantia de disciplina. Sempre ela. Sempre tremo e choro por causa dela.

Intimidade com o Senhor é tê-lo como um pai zeloso, cheio de instrução e conhecimento, para ajudar na jornada. Como reluto em receber este amor! Como reluto!

Pai, ainda não sei receber e demonstrar o amor do modo como devo e o senhor merece. Às vezes penso que esqueci, já esqueci, de tudo que me ensinaste. Sinto que tenho desobedecido à sua instrução. Pai, me ajuda a lembrar de tudo, a guardar tudo, a te obedecer em tudo. Como um bom filho obedece ao pai.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Deus pode dizer 'não'

Parece estranho, mas Deus pode dizer não. Costumamos achar que Deus dirá sim para tudo o que pedirmos porque Ele é poderoso e pode fazer todas as coisas. Mas poucas vezes, incrivelmente, consideramos que Ele pode não querer.

A revelação é que Deus pode nos negar coisas que nos parecem tão boas. Ele negou a Moisés um desejo sincero e o próprio Moisés descreve o seu pedido como uma súplica. Ele implorou a Deus que pudesse passar o Rio Jordão e ver a terra que o povo de Israel possuiria e Deus disse: "Basta. Não me fale mais sobre isso."

Procuro sinais de intimidade com Deus no livro de Deuteronômio. Este foi um dos primeiros. Se vivo sempre achando que Deus fará tudo o que eu pedir, só porque acho extraordinário e Ele pode, não tenho intimidade com Ele. Eu preciso estar pronta para ouvir que determinados "territórios" não são para conquista. Que certos desejos não serão atendidos pelo Pai.

Tenho tantos desejos. E minhas orações são paralisadas pelo medo de receber um 'não'. Minha intimidade é afetada pelo medo de Deus dizer 'não' e isso me impedir de fazer o que quero. Então, nem o que quero sai bem, nem desfruto do mais precioso: a amizado de Deus.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Caminhada - De volta ao início

Deus vê a minha aflição
Deus ouve o meu clamor
Deus conhece a minha necessidade

Por isso Ele desce para me livrar
Me leva pra uma terra boa
De onde mana leite e mel
Meu verdadeiro lar

O Egito não é meu lugar
Estou saindo pra não mais voltar
O meu clamor chegou ao fim
Deixo para trás a escravidão
Estou livre da opressão

Caminhando eu vou para Canaã

Hoje me lembrei dessa canção composta pelo irmão Gezo Rodirgues. Cantei e dancei muito ao som dessa música.

Resolvi meditar no livro de Deuteronômio e tentar reconhecer, na minha vida, as oportunidades, a disciplina e o amor de Deus, semelhante ao modo como Ele amou o povo de Israel. Ele os tirou do Egito, os conduziu pelo deserto "terrível", os levou como "um pai carrega o filho".

Preciso meditar nesta história para saber onde caí daquela intimidade, daquela fé nas promessas de conquista. Em seus extremos, essa história é muito semelhante à minha. Da salvação à promessa, um deserto, um líder, um Deus - o EU SOU - e Suas leis, Seus conselhos, Sua proteção. Meus medos, minha incredulidade, minha resistência à estar sempre na Sua presença.

Pode ser também a minha conquista. Espero terminar esta meditação mais para o lado de Josué do que do povo que pereceu no deserto, que teve de dar meia-volta.