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sábado, 6 de janeiro de 2018

Uma nova geração de brasileiros: ela está aí?

Diante da enraizada corrupção dos filhos de Israel que saíram da terra do Egito para Canaã, Deus resolveu que, em 40 anos, toda aquela geração morreria e daria lugar a uma nova geração que, essa sim, tomaria posse das bênçãos de vida.

Acompanhando o noticiário dos últimos meses - e porque não dizer anos – sobre o Brasil, temos o ímpeto de querer trocar do dia para noite todos os mandatários brasileiros por outros que honrem, nem que seja minimamente, os cargos que ocupam. Hoje, me convenci de que o plano é mesmo de longo prazo e o foco é a nova geração.

Ao meu ver, existem duas linhas de ação: a da reação extremada, que nos leve a protestos, quebra-quebra e ofensas ou, no outro extremo, à adesão às práticas mais sórdidas e cínicas de corrupção, ligadas à ideia quase centenária do “rouba, mas faz”.

A outra via é a da preparação da nova geração para assumir com dignidade o comando das instituições políticas, a liderança das atividades econômicas e o envolvimento com as necessidades sociais da nação.

É revoltante e é ultrajante o que vemos acontecer todos os dias nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do nosso país e, em nível tal, que está acima da nossa capacidade de compreensão. Tremo ao pensar o que não estaria acontecendo dentro de nossas igrejas como resultado dessa mentalidade que coloca o particular à frente do coletivo e minimiza o dano com sofismas e enganos.

Talvez me falte experiência para entender. Mas, enquanto membro desta nova geração, devo me preparar para a hora de assumir minha posição nessas funções – talvez não nesses cargos, mas, sem dúvida, na função de tornar o país habitável.

E estamos fazendo isso? Cremos nisso? Estamos clamando por isso, sem descanso, diante do Senhor?

sábado, 13 de junho de 2009

Algo sobre este tempo

Tenho me convencido cada vez mais de que o livro mais relevante para a juventude, para a geração atual, é o de Eclesiastes. Um dia desses, ouvi esta avaliação de um líder de uma entidade que reúne jovens cristãos universitários e concordo.

Ele dizia que, quando ele era universitário, nos anos 80, a chama pela justiça social e pela democracia tornava os livros dos profetas mais relevante para o seu o tempo. Nos dias atuais, a grande dúvida do jovem é saber como viver nesta terra e o que é felicidade e o livro de Eclesiastes trata sobre isso.

Comecei a ler este livro da Bíblia a partir da avaliação daquele homem. Logo no primeiro capítulo, fui tocada pela seguinte verdade: "O que foi é o que há de ser; o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol". Sendo assim, "tudo é vaidade e correr atrás do vento".

De certa forma, isso é reconfortante. Em princípio, desesperador, uma vez que queremos sempre fazer algo novo, revolucionar. Eu quero. Mas devemos admitir que, na essência, essas revoluções são correr atrás do vento e a glória que elas trazem (e afinal é isso que buscamos: glória) serão esquecidas porque outro alguém tentará revolucionar, fará algo que acha ser novo, mas que, em essência, já foi.

O conforto está em saber que em meio à vaidade das possessões, da sabedoria, do trabalho, está Deus. Não misturada a essas vaidades, mas o pregador mostra a soberania de Deus acima de todas as coisas. É bom que o homem coma, beba e goze de seu trabalho, mas tudo isso vem de Deus e não dele mesmo.

Nossa vaidade é ridícula quando compreendemos que tudo vem de Deus. Se há algum trabalho que valha a pena, alguma sabedoria ou alguma possessão que satisfaça, depende de agradar a Deus. Isto está claro em Eclesiastes.