O Correio Braziliense publicou no final de novembro uma reportagem sobre os hábitos que prejudicam a prosperidade. No meio da matéria, me surpreendi ao encontrar uma referência bíblica como justificativa para alguns dos hábitos danosos à prosperidade. Participante de uma escola de investidores, um especialista aponta o texto de Mateus 19:24, quando Jesus diz que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus, como exemplo de "crença limitante", que impede a população brasileira de prosperar mesmo em cenário de pleno emprego e aumento da renda real.
A reportagem tenta esclarecer que, na verdade, a agulha seria um portal em Jerusalém em formato de agulha. Quem lê pode pensar que há um consenso sobre o assunto, o que não é verdade. A explicação esbarra no debate teológico em que intérpretes do Novo Testamento não chegaram concluíram se Jesus falava do instrumento de costura ou da passagem estreita que haveria nos muros da Cidade Santa.
A matéria também diz que a falha do rico se popularizou porque um homem preferiu manter seus bens a seguir Jesus Cristo. "Quem não sabe da história pensa que riqueza é pecado", transcreve a repórter a partir da entrevista com o especialista. Aí, há outra controvérsia. O que mais tem sido pregado nas igrejas evangélicas é que ser rico não é pecado nenhum. Que Deus tem mais é que encher o povo de muito dinheiro só porque todo mês este povo leva o seu dízimo aos templos.
Quem dera se os líderes evangélicos levassem em conta esta palavra de Jesus e tivessem um pouco mais de temor ao colocar o enriquecimento acima do bom caráter. Crença limitante é pinçar do Evangelho interpretações que justifiquem a displicência e a preguiça de muitos pobres ou a preocupação exagerada pelas riquezas dos opulentos.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Cessou o maná
Vou contar com fé e com gratidão, como um testemunho de que Deus existe e me ama. Nesse dia 8 de dezembro, o Anderson se matriculou no curso de formação para soldados da PM-DF. Hoje, estávamos lembrando que, em dezembro de 2008, conversávamos sobre os planos profissionais dele para o ano seguinte e, entre as possibilidade de vários concursos, de mestrado, de dar aulas de Teologia via EAD ou de procurar um outro emprego, escolhemos investir na prova para a Polícia Militar do DF.
Dentro das nossas condições financeiras, não daria para fazer tudo e, para fazer alguma dessas coisas bem feita, era preciso escolher. O critério foi a proximidade do lançamento do edital da PM e, principalmente, a afeição que o Anderson já nutria por esta carreira. Ele veio para Brasília para ser militar, de preferência capelão e a ideia inicial era o Exército. Com seu irmão e três tios atuando como policiais militares em Goiás, esta também seria uma via desejável.
Focados, investimos tempo e dinheiro em um bom cursinho preparatório, estudando em casa e orando. Como pastor de uma igreja, muitos, amigos próximos até, disseram que, talvez, ele estivesse fugindo do chamado de Deus para o ministério. Colocamos esta preocupação diante de Deus e tivemos paz para prosseguir.
Terra boa
O dia da prova foi marcante. Já não sei quantas vezes contamos este testemunho. Um congestionamento em pleno sábado quase impediu que o Anderson chegasse ao local da prova em tempo. Um percurso que esperávamos fazer em quarenta minutos levou quase uma hora e meia. Ah, os amigos. Ah, o Senhor que colocou estes amigos em nosso caminho, ou melhor, a caminho.
Naquele dia, eu chorei. De nervoso, de medo, de insegurança. Só Deus sabe, porque, instintivamente, corri para Ele. Eu só poderia mesmo correr para Ele. Quem mais me entenderia? Só Ele conhece os meus sonhos, só Ele sabe bem quais são as minhas fraquezas.
E, naquele dia, Ele me marcou com o texto de Deuteronômio 8. No verso 7, diz: "porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa terra boa". E no verso 16: "[o Senhor], que, no deserto, te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem."
Hoje, faz mais ou menos um ano e meio desde aquele dia, o tempo que durou este deserto. Quantas vezes eu pensei que o maná, que identifiquei como meu salário de jornalista, fosse acabar, que eu não iria aguentar continuar lutando contra minha timidez, contra minha preguiça, contra a pressão de sustentar a casa. Passei por três empregos, fui provada e humilhada, no melhor sentido, diante de Deus e de homens. Mas o maná espiritual também caía e me dava garantias da fidelidade de Deus que, afinal, me faria bem.
A cada dia, o maná
Certo dia, pensei que poderia fazer um acordo com Deus para fazer cessar o maná antes do tempo e guardar o suficiente para viver por três meses até que o Anderson ingressasse na PM, de acordo com os meus cálculos (errados). Usaria a recisão contratual para isso e ficaria sem trabalhar, uma espécie de férias para mim. O Pai não aceitou (Obrigado, Pai.). O maná deve ser colhido todos os dias e ele cairia até que entrássemos naquela "terra boa".
E esta provisão caiu até esse dia 8 de dezembro. No mesmo dia em que o Anderson ingressou na PM, eu emiti a última nota para o Jornal de Brasília para receber a quantia que fecha as contas do mês. Amanhã, o valor deve estar na conta. "No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná." (Js 5:12).
Tudo isso pode parecer uma "forçação" dos relatos bíblicos e dos fatos. Para mim mesmo, às vezes, pareceu. Mas, a partir de hoje, contarei sempre como uma experíência de real amor de Deus por mim e de verdadeiro sinal de que tudo está em Suas mãos. Hoje, sei, no meu coração, que "como um homem disciplina o seu filho", assim me disciplina o Senhor, meu Deus (Dt 8:5). No meu coração, eu sei que Ele me trata como filha.
Dentro das nossas condições financeiras, não daria para fazer tudo e, para fazer alguma dessas coisas bem feita, era preciso escolher. O critério foi a proximidade do lançamento do edital da PM e, principalmente, a afeição que o Anderson já nutria por esta carreira. Ele veio para Brasília para ser militar, de preferência capelão e a ideia inicial era o Exército. Com seu irmão e três tios atuando como policiais militares em Goiás, esta também seria uma via desejável.
Focados, investimos tempo e dinheiro em um bom cursinho preparatório, estudando em casa e orando. Como pastor de uma igreja, muitos, amigos próximos até, disseram que, talvez, ele estivesse fugindo do chamado de Deus para o ministério. Colocamos esta preocupação diante de Deus e tivemos paz para prosseguir.
Terra boa
O dia da prova foi marcante. Já não sei quantas vezes contamos este testemunho. Um congestionamento em pleno sábado quase impediu que o Anderson chegasse ao local da prova em tempo. Um percurso que esperávamos fazer em quarenta minutos levou quase uma hora e meia. Ah, os amigos. Ah, o Senhor que colocou estes amigos em nosso caminho, ou melhor, a caminho.
Naquele dia, eu chorei. De nervoso, de medo, de insegurança. Só Deus sabe, porque, instintivamente, corri para Ele. Eu só poderia mesmo correr para Ele. Quem mais me entenderia? Só Ele conhece os meus sonhos, só Ele sabe bem quais são as minhas fraquezas.
E, naquele dia, Ele me marcou com o texto de Deuteronômio 8. No verso 7, diz: "porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa terra boa". E no verso 16: "[o Senhor], que, no deserto, te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem."
Hoje, faz mais ou menos um ano e meio desde aquele dia, o tempo que durou este deserto. Quantas vezes eu pensei que o maná, que identifiquei como meu salário de jornalista, fosse acabar, que eu não iria aguentar continuar lutando contra minha timidez, contra minha preguiça, contra a pressão de sustentar a casa. Passei por três empregos, fui provada e humilhada, no melhor sentido, diante de Deus e de homens. Mas o maná espiritual também caía e me dava garantias da fidelidade de Deus que, afinal, me faria bem.
A cada dia, o maná
Certo dia, pensei que poderia fazer um acordo com Deus para fazer cessar o maná antes do tempo e guardar o suficiente para viver por três meses até que o Anderson ingressasse na PM, de acordo com os meus cálculos (errados). Usaria a recisão contratual para isso e ficaria sem trabalhar, uma espécie de férias para mim. O Pai não aceitou (Obrigado, Pai.). O maná deve ser colhido todos os dias e ele cairia até que entrássemos naquela "terra boa".
E esta provisão caiu até esse dia 8 de dezembro. No mesmo dia em que o Anderson ingressou na PM, eu emiti a última nota para o Jornal de Brasília para receber a quantia que fecha as contas do mês. Amanhã, o valor deve estar na conta. "No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná." (Js 5:12).
Tudo isso pode parecer uma "forçação" dos relatos bíblicos e dos fatos. Para mim mesmo, às vezes, pareceu. Mas, a partir de hoje, contarei sempre como uma experíência de real amor de Deus por mim e de verdadeiro sinal de que tudo está em Suas mãos. Hoje, sei, no meu coração, que "como um homem disciplina o seu filho", assim me disciplina o Senhor, meu Deus (Dt 8:5). No meu coração, eu sei que Ele me trata como filha.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Igrejas como operadoras virtuais de celular
Os sites de notícia para os crentes reproduziram informações sobre a possibilidade de igrejas atuarem como operadoras virtuais de celular. Se eu tivesse um veículo de comunicação cristão, apresentaria a notícia a partir do seguinte enfoque:
- A Anatel aprovou uma resolução que permitirá a igrejas a possibilidade de atuarem como operadoras virtuais de telefonia celular. Redes de varejo, bancos e times de futebol também poderão atuar como operadoras, utilizando a infraestrutura das operadoras tradicionais para oferecer o serviço. Experiências no exterior mostraram que grandes marcas são as mais propícias a entrar neste tipo de negócio. Os contratos poderão ser fechados a partir de 2011.
Pauta - Que igrejas estariam dispostas a atuar no segmento? O que elas ganham com isso? Seria uma oportunidade para levantar recursos para as atividades do Reino? A Igreja poderia levar esta tecnologia a lugares do país onde redes de celulares não estão disponíveis? Que riscos uma igreja corre ao entrar nesse tipo de negócios que cuidados deve tomar? Que deveres assume ao se alistar entre operadoras virtuais? Há igrejas em outras partes do mundo que atuam desta forma?
- A Anatel aprovou uma resolução que permitirá a igrejas a possibilidade de atuarem como operadoras virtuais de telefonia celular. Redes de varejo, bancos e times de futebol também poderão atuar como operadoras, utilizando a infraestrutura das operadoras tradicionais para oferecer o serviço. Experiências no exterior mostraram que grandes marcas são as mais propícias a entrar neste tipo de negócio. Os contratos poderão ser fechados a partir de 2011.
Pauta - Que igrejas estariam dispostas a atuar no segmento? O que elas ganham com isso? Seria uma oportunidade para levantar recursos para as atividades do Reino? A Igreja poderia levar esta tecnologia a lugares do país onde redes de celulares não estão disponíveis? Que riscos uma igreja corre ao entrar nesse tipo de negócios que cuidados deve tomar? Que deveres assume ao se alistar entre operadoras virtuais? Há igrejas em outras partes do mundo que atuam desta forma?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Em Trôade
O mês de novembro já passou da metade e nem relatei os últimos não-acontecimentos. Não saí do Jornal de Brasília. Sim, ainda estou lá. E lá é bom, friso. Mas o dilema continua.
Me sinto como Paulo a caminho de Bitínia. O Espírito Santo o havia impelido a pregar na Ásia. (Sou impelida pelo Espírito a atuar no Jornalismo). Então, Paulo e seus companheiros decidiram ir para Bitínia, que deve ficar em solo asiático (Eu tento sair da cobertura de Economia para enveredar no meio dos crentes). Mas o "Espírito de Jesus não o permitiu" (Juro que já pedi três vezes pra sair do JBr, mas não consigo. Quem já pediu demissão três vezes de um emprego em menos de um mês e não foi atendido? Só pelo Espírito de Jesus). Eles foram parar em Trôade onde Paulo teve uma visão de que deveria ir à Macedônia.
A comparação com minha situação está na tentativa de tomar um rumo em favor do plano de Deus, mas uma misericordiosa resistência impede. Até agora, sinto que é uma misericordiosa resistência, porque, se me fosse dado o que mereço pela minha teimosa resistência em obedecer a Deus e crer nEle, nem sei.
Agora, espero uma visão do que devo fazer. Me coloco na minha Trôade, o Jornal de Brasília. Assim que a tiver, gostaria de atender como Paulo fez em seu caso. Imediatamente procurou partir para o destino revelado, concluindo que Deus os havia chamado.
Me sinto como Paulo a caminho de Bitínia. O Espírito Santo o havia impelido a pregar na Ásia. (Sou impelida pelo Espírito a atuar no Jornalismo). Então, Paulo e seus companheiros decidiram ir para Bitínia, que deve ficar em solo asiático (Eu tento sair da cobertura de Economia para enveredar no meio dos crentes). Mas o "Espírito de Jesus não o permitiu" (Juro que já pedi três vezes pra sair do JBr, mas não consigo. Quem já pediu demissão três vezes de um emprego em menos de um mês e não foi atendido? Só pelo Espírito de Jesus). Eles foram parar em Trôade onde Paulo teve uma visão de que deveria ir à Macedônia.
A comparação com minha situação está na tentativa de tomar um rumo em favor do plano de Deus, mas uma misericordiosa resistência impede. Até agora, sinto que é uma misericordiosa resistência, porque, se me fosse dado o que mereço pela minha teimosa resistência em obedecer a Deus e crer nEle, nem sei.
Agora, espero uma visão do que devo fazer. Me coloco na minha Trôade, o Jornal de Brasília. Assim que a tiver, gostaria de atender como Paulo fez em seu caso. Imediatamente procurou partir para o destino revelado, concluindo que Deus os havia chamado.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Balanço do mês
Outubro de 2010 foi um mês interessante. Uma experiência no Jornal de Brasília. Um mês só, mas muito interessante. É. Neste ano, minhas experiências têm sido rápidas e interessantes.
Há um padrão entre elas. Todas estão relacionadas com o profissional. Todas estão relacionadas com o que eu sempre quis ser. E todas terminaram porque eu não quis mais ser.
Não que eu não queira mais essa profissão. Mas, puxa, que crise. Desde que comecei a trabalhar, tudo foi tão linear. Foi sofrido, foi difícil, mas, até este ano, era linear. Mesmos chefes por, pelo menos, dois anos, mesmas tarefas.
Veja o que sinto agora: uma imensa vontade de voltar atrás de continuar no Jornal de Brasília, mas cheia de motivos interiores para sair. E de vontade de sair. De ficar porque é um desafio, e o ser humano gosta de desafio. E de sair, porque há um desafio maior aqui fora. Essa é que é a verdade. Aqui fora, tenho um desafio bem maior.
Que só eu sei, como também só eu poderia saber os desafios que tinha no Jornal de Brasília.
Há um padrão entre elas. Todas estão relacionadas com o profissional. Todas estão relacionadas com o que eu sempre quis ser. E todas terminaram porque eu não quis mais ser.
Não que eu não queira mais essa profissão. Mas, puxa, que crise. Desde que comecei a trabalhar, tudo foi tão linear. Foi sofrido, foi difícil, mas, até este ano, era linear. Mesmos chefes por, pelo menos, dois anos, mesmas tarefas.
Veja o que sinto agora: uma imensa vontade de voltar atrás de continuar no Jornal de Brasília, mas cheia de motivos interiores para sair. E de vontade de sair. De ficar porque é um desafio, e o ser humano gosta de desafio. E de sair, porque há um desafio maior aqui fora. Essa é que é a verdade. Aqui fora, tenho um desafio bem maior.
Que só eu sei, como também só eu poderia saber os desafios que tinha no Jornal de Brasília.
domingo, 3 de outubro de 2010
Eleições 2010 - Frustrante
Acordei mais cedo do que eu devia para ir votar. Imaginei que às 8h30 a seção estaria vazia e eu poderia já votar e ir pro trabalho. Sim, fui escalada para cobrir eleições e deveria estar às 9h no jornal. A fila na seção estava grande. Não ia dar tempo de votar e chegar no jornal às 9h. Decidi votar depois.
Às 14h30, estava de volta ao colégio. Não tinha ninguém na fila. Juro que olhei os números antes, mas, na hora de colocar o segundo senador, deu branco. Sim, a cola tinha que estar do lado, mas eu achei que tinha decorado.
O mesário me garantiu que eu poderia conferir o número na lista e depois votar de novo. Mas enquanto isso, ele deve ter feito alguma coisa errada e cancelou meu voto. Sim, cancelou. Não votei para o Toninho do PSol ser meu governador nem para a Marina ser minha presidente.
Ódio. Sinto ira. E frustração. Vontade de ter quebrado a urna na cabeça do mesário e de fazer boca de urna para "recuperar" o meu voto. Mas não adianta nada disso. O pior que não adianta nada.
Às 14h30, estava de volta ao colégio. Não tinha ninguém na fila. Juro que olhei os números antes, mas, na hora de colocar o segundo senador, deu branco. Sim, a cola tinha que estar do lado, mas eu achei que tinha decorado.
O mesário me garantiu que eu poderia conferir o número na lista e depois votar de novo. Mas enquanto isso, ele deve ter feito alguma coisa errada e cancelou meu voto. Sim, cancelou. Não votei para o Toninho do PSol ser meu governador nem para a Marina ser minha presidente.
Ódio. Sinto ira. E frustração. Vontade de ter quebrado a urna na cabeça do mesário e de fazer boca de urna para "recuperar" o meu voto. Mas não adianta nada disso. O pior que não adianta nada.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A entranha satisfação de uma enquete
A pauta era o impacto do pagamento da primeira parcela do 13 salário na economia. A antecipação deve ser feita até o dia 30 de novembro e pode ser usada para pagar dívidas ou fazer novos compromissos. Antes do meio dia, já tinha a entrevista com um especialista. Só faltava falar com duas ou três financeiras, marcar a foto e montar a info. Pensei: ufa, não vai ter Enquete/Povo Fala. Mas, então, a pauta caiu. Ao meio-dia. Surgiu algo mais quente. E tinha Povo Fala.
É. Tinha. Na verdade, só tinha Povo Fala. Eu só precisava ir para a frente do Conjunto Nacional, encontrar pessoas que usam cartão de crédito e saber o que elas acham da possibilidade de o governo ampliar a obrigatoriedade de pagamento mínimo de 10% da fatura do cartão para 20%. Dessa vez, eu precisava de seis opiniões gerais e de uma ou duas que, além da opinião geral, topassem fazer uma foto segurando o cartão.
Quando eu soube, não tive vontade de chorar (como eu teria em outros tempos!), mas, puxa, eu detesto Povo Fala. Interceptar desconhecidos no meio da rua, convencê-las a falar comigo e tirar a bendita foto. Lembrei da dica da Ana Maria Braga (nesse mês de férias forçadas tive tempo e paciência até pra isso): vá um pouquinho além do seu limite, só um pouquinho.
Fui lá. Tomei uns dez foras. A maioria de mulheres que não queriam tirar foto. Outros não usavam cartão, ou disseram que não usam. Consegui pegar seis pessoas para a enquete, mas ainda faltava a personagem, a foto maior.
O fotógrafo deu a ideia de fazer uma foto em uma loja da máquina de cartões, simulando um pagamento com cartão. Fomos lá. Pelo menos, eu já teria uma ilustração e não precisava mais ficar "implorando" o cidadão brasiliense a cooperar. Ele mesmo tomou a frente, conversou com o gerente, conseguiu a liberação. Mas, sabe, bateu aquela dor na consciência. A tarefa era levar uma foto de personagem. Ana Maria falou de novo: só um pouquinho além.
Fui lá de novo. Mais dois foras até que uma aposentada muito gente boa colaborou. Puxa, valeu. Na volta, senti aquela satisfação estranha, porque é incômoda. Incomoda nem sei porque. Quero lembrar da satisfação. Virão outras enquetes e é isso que me motiva: essa estranha satisfação de ter ido um pouquinho além.
É. Tinha. Na verdade, só tinha Povo Fala. Eu só precisava ir para a frente do Conjunto Nacional, encontrar pessoas que usam cartão de crédito e saber o que elas acham da possibilidade de o governo ampliar a obrigatoriedade de pagamento mínimo de 10% da fatura do cartão para 20%. Dessa vez, eu precisava de seis opiniões gerais e de uma ou duas que, além da opinião geral, topassem fazer uma foto segurando o cartão.
Quando eu soube, não tive vontade de chorar (como eu teria em outros tempos!), mas, puxa, eu detesto Povo Fala. Interceptar desconhecidos no meio da rua, convencê-las a falar comigo e tirar a bendita foto. Lembrei da dica da Ana Maria Braga (nesse mês de férias forçadas tive tempo e paciência até pra isso): vá um pouquinho além do seu limite, só um pouquinho.
Fui lá. Tomei uns dez foras. A maioria de mulheres que não queriam tirar foto. Outros não usavam cartão, ou disseram que não usam. Consegui pegar seis pessoas para a enquete, mas ainda faltava a personagem, a foto maior.
O fotógrafo deu a ideia de fazer uma foto em uma loja da máquina de cartões, simulando um pagamento com cartão. Fomos lá. Pelo menos, eu já teria uma ilustração e não precisava mais ficar "implorando" o cidadão brasiliense a cooperar. Ele mesmo tomou a frente, conversou com o gerente, conseguiu a liberação. Mas, sabe, bateu aquela dor na consciência. A tarefa era levar uma foto de personagem. Ana Maria falou de novo: só um pouquinho além.
Fui lá de novo. Mais dois foras até que uma aposentada muito gente boa colaborou. Puxa, valeu. Na volta, senti aquela satisfação estranha, porque é incômoda. Incomoda nem sei porque. Quero lembrar da satisfação. Virão outras enquetes e é isso que me motiva: essa estranha satisfação de ter ido um pouquinho além.
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